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Darfur deve virar inquérito de crimes de guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Criminal Internacional de Haia, na Holanda, deve anunciar na segunda-feira a abertura de inquérito para apurar as acusações de crimes de guerra ocorridos na região de Darfur, no Sudão. A expectativa é de que o promotor-chefe do Tribunal, Luis Moreno Ocampo, apresente nesta segunda-feira detalhes sobre como vão ser conduzidas as investigações, que, se forem concretizadas, serão as maiores já realizadas pelo Tribunal Criminal Internacional. Um inquérito especial, que está sendo realizado pelas Nações Unidas, forneceu ao Tribunal uma lista com o nome de 51 possíveis suspeitos, de acordo com o correspondente da BBC. A ONU afirma que cerca de 180 mil pessoas morreram em dois anos de conflitos na região de Darfur. Refugiados Além disso, mais de dois milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas na região buscando refúgio nos campos de refugiados. A expectativa pelo anúncio da abertura do inquérito no Tribunal Criminal Internacional acontece dois meses após a situação em Darfur ter sido reportada ao Tribunal pela ONU, seguindo resolução do Conselho de Segurança da organização. A ONU enviou ao Tribunal um documento contendo acusações de estupros, assassinatos, saques e roubos. A organização de direitos humanos Human Rights Watch vem acusando o governo do Sudão de não fazer qualquer esforço para punir os acusados de cometerem tais crimes. |
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