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Holandeses dizem 'não' à Constituição Européia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os eleitores da Holanda rejeitaram a Constituição da União Européia (UE) em um referendo realizado na quarta-feira. Resultados parciais indicam que 61,6% dos eleitores disseram "não" à Carta e 38,4% votaram "sim". O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, que fez campanha pelo "sim", disse estar "muito desapontado" com o resultado, mas que vai respeitar a mensagem das urnas, embora ela não tenha força de lei. O comparecimento às urnas foi de 62,8%, mais do dobro do que os políticos holandeses diziam ser necessário para que fosse aceito o veredito popular sobre o tratado. Como ainda há votos pelo correio a serem contados, o resultado oficial pode sair até 6 de junho. A votação na Holanda pode representar um golpe decisivo para a Constituição, que também foi rejeitada em consulta popular na França no fim de semana por cerca de 55% dos eleitores. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, admitiu que há um "problema grave", mas pediu que outras nações do bloco não tomem decisões apressadas cancelando referendos ou votações parlamentares para ratificar a Carta. Balkenende afirmou que, apesar do resultado na Holanda, o processo de ratificação deve continuar em outros países. Posição semelhante foi manifestada pelo chanceler alemão Gerhard Schroder. Nove países do bloco ratificaram a Constituição da União Européia, inclusive a Alemanha. Ela precisa ser aprovada pelos 25 países-membros do bloco para se tornar lei. |
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