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Mulheres protestam contra abusos do governo egípcio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de mulheres egípcias foram às ruas do país nesta quarta-feira para protestar contra uma acusação de assédio sexual de ativistas femininas e jornalistas por aliados do governo. As mulheres estão acusando simpatizantes do presidente egípcio, Hosni Mubarak, de terem abusado delas durante o referendo que aprovou mudanças constitucionais no país na semana passada. Vestidas de preto com laços brancos, as mulheres pedem a renúncia dos responsáveis pelo abuso, incluindo o ministro do Interior, Habib al-Adli. Mas o governo egípcio diz que o incidente é uma "tensão emocional". A multidão ocupou o lado de fora do prédio do Sindicato dos Jornalistas no Cairo, carregando cartazes como: "Violar a dignidade das mulheres é como violar a dignidade de nosso país". Os egípcios aprovaram em referendo uma mudança na Constituição do país que abre a possibilidade de que vários candidatos concorram na próxima eleição presidencial. Mas a oposição a Mubarak afirmou que o referendo é ilegal porque não resultará em mudanças. As mulheres acusam simpatizantes do governo de tê-las agarrado e batido nos postos de votação onde elas protestavam contra a realização do referendo. "A polícia não fez nada para parar a agressão. Eles até empurraram os homens em direção às mulheres, rasgaram as suas roupas. Algumas delas ficaram completamente nuas no meio da rua", disse uma das manifestantes. Ativistas pedem que o governo investige as acusações. |
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