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Explosão mata pelo menos 20 no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 20 pessoas morreram em um atentado contra uma mesquita na cidade de Candahar, no sul do Afeganistão - o mais violento no país desde a queda do governo da milícia Talebã, em 2001. A polícia afirmou que um militante suicida provocou a explosão dentro do templo, que estava cheio de fiéis. Eles rezavam em memória do religioso Mawlavi Abdullah Fayaz, contrário ao regime Talebã, assassinado no domingo na cidade. O governo da Província de Candahar afirma que o ataque teve como autor um suicida ligado à rede Al-Qaeda. Segundo as autoridades afegãs, o chefe de polícia da capital, Cabul, Mohammed Akram, está entre os mortos, e o número de vítimas fatais pode aumentar. Oração O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou o ataque. Ele disse que foi um ato de terroristas derrotados, que são inimigos do Islã e do povo afegão. Em um telefonema ao escritório da BBC em Cabul, um homem que disse ser membro do Talebã afirmou que a milícia foi responsável pelo ataque na mesquita. Mas outro porta-voz do Talebã, Latifullah Hakimi, negou essa informação Um porta-voz do Ministério do Interior disse à agência de notícias France Presse que já foi iniciada uma investigação do ataque. "Trata-se de um atentado suicida realizado pelos inimigos do Afeganistão e do Islã", afirmou. Testemunhas contaram que o ataque ocorreu por volta das 9h da manhã desta quarta-feira (hora local, 0h30 em Brasília). "Ouvi uma forte explosão, que acabou quebrando os vidros da minha loja", disse à BBC o proprietário de uma casa de câmbio localizada perto do templo, no centro de Candahar. A cidade foi tomada pelo barulho das sirenes das ambulâncias que socorriam os feridos. "As pessoas saíram correndo, mas alguns ficaram deitados chorando", disse um sobrevivente à agência de notícias Associated Press. Fayaz Mawlavi Abdullah Fayaz era um importante aliado do presidente afegão, Hamid Karzai, e era o diretor do conselho de líderes islâmicos apontado pelo governo. Ele foi morto a tiros por dois homens em uma motocicleta, quando saía de seu escritório. Na semana passada, Fayaz havia feito um discurso atacando o líder do Talebã, mulá Omar. Ele disse que os membros da milícia estavam matando civis inocentes e que o governo deveria receber apoio para reconstruir o país. O correspondente da BBC em Cabul, Andrew North, disse que o ataque desta quarta-feira pode trazer temores de que militantes que se opõem a Karzai estejam aumentando seus esforços para atrapalhar seu governo nas eleições parlamentares de setembro. |
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