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Atualizado às: 30 de maio, 2005 - 11h46 GMT (08h46 Brasília)
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Mulheres afegãs 'ainda são maltratadas', diz Anistia
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A situação das mulheres seria especialmente ruim no interior
As mulheres do Afeganistão continuam sujeitas impunemente a assassinatos, torturas, prisões e outros maus-tratos, segundo o relatório Afeganistão: Mulheres sob Ataque da organização não-governamental Anistia Internacional.

A ONG diz que os costumes feudais enraizados nos homens afegãos os levam a tratar mulheres como objetos e maltratá-las sem qualquer punição oficial.

"Em todo o país, poucas mulheres estão livres da violência ou a salvo de ameaças", afirma o relatório.

O documento da Anistia Internacional foi elaborado a partir de entrevistas conduzidas no Afeganistão.

A ONG faz um apelo ao governo afegão para iniciar um processo de educação que leve a uma mudança no tratamento dispensado às mulheres.

Talebã

No documento, a organização diz que centenas de pessoas continuam a ser maltratadas no Afeganistão, apesar de o governo Talebã ter sido derrubado há mais de três anos.

"Códigos da sociedade, invocados em nome da tradição e da religião, são usados como justificativa para negar às mulheres o usufruto dos seus direitos fundamentais."

No documento, a ONG afirma que a mera "percepção de transgressão desses códigos levou ao aprisionamento e até à morte de algumas mulheres".

A autora do relatório, Nazia Hussein, que atravessou o país para fazer as entrevistas, afirmou à agência de notícias Reuters que percebeu uma profunda sensação de decepção pelo fato de a situação não ter melhorado desde a saída do Talebã.

"Várias mulheres nos contaram que tinham esperanças de que as coisas mudariam rapidamente para melhor depois da derrocada do Talebã, por isso, há uma sensação de desapontamento", afirmou Hussein.

Melhoria

Nooria Haqnagar, porta-voz do ministério para Assuntos da Mulher no Afeganistão disse que foram conquistadas melhorias na situação das mulheres em cidades, onde a força do governo é maior.

Ela também destacou alguns avanços em áreas rurais.

"Em algumas regiões remotas, os homens tratam as mulheres como animais", teria afirmado Nooria Haqnagar.

Ela teria dito ainda que o governo está tentando encontrar soluções para estes problemas.

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