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Corpos de xiitas 'torturados' são encontrados no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os corpos de dez muçulmanos xiitas foram encontrados no deserto perto da cidade de Qaim, nas proximidades da fronteira do Iraque com a Síria, segundo informações da polícia iraquiana. Acredita-se que eles foram mortos após cruzar a fronteira entre os dois países. Segundo a polícia, os xiitas assassinados devem ser do sul do país e tiveram seus olhos vendados, foram amarrados e levaram tiros na cabeça. Os corpos também apresentam sinais de tortura. Autoridades iraquianas disseram acreditar que os xiitas estavam voltando ao país após terem visitado um templo religioso na Síria quando foram abordados. Eles foram atacados na região em que o Exército americano realizou uma grande operação contra os insurgentes no início do mês. Ataques Na manhã deste sábado, militantes detonaram dois carros-bomba no norte do Iraque matando pelo menos sete integrantes das forças de segurança iraquianas, segundo a polícia e autoridades locais. A operação foi aparentemente realizada por suicidas. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas no ataque contra uma base militar em Sinjar, a 120 km ao norte de Mosul. "O primeiro carro explodiu às 8h20 (1h20 em Brasília) na entrada da base usada por soldados iraquianos e guardas de fronteira", disse o coronel da polícia Qassem Jaber à agência de notícias France Presse. "Poucos minutos depois, uma segunda bomba explodiu no mesmo local." A ação aconteceu no momento em que militares e outros funcionários civis entravam na base para começar o dia de trabalho. Zarqawi Um novo comunicado divulgado num portal islâmico na internet, supostamente pertencente ao grupo Al-Qaeda na Iraque, disse que o líder rebelde Abu Musab Al-Zarqawi passa bem e continuará a dar ordens aos seus combatentes. Há alguns dias, o mesmo website havia anunciado que o militante de origem jordaniana havia sido ferido em combate. As explosões deste sábado são o mais recente incidente de uma série de ataques desde a formação do novo governo iraquiano, no mês passado, que já matou mais de 600 pessoas. Horas antes do atentado em Sinjar, a polícia disse que homens armados mataram a tiros um líder tribal, Sabhan al-Jibouri, em frente a sua casa na cidade de Kirkuk. E em Tikrit, ao norte Bagdá, pelo menos três civis morreram na noite de sexta-feira após um suicida atacar uma patrulha policial. |
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