|
Kofi Annan visita refugiados em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas receberam o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, em sua visita ao campo de refugiados de Kalma, na região de Darfur, no Sudão. O campo é o maior da área e abriga cerca de 120 mil pessoas. Esses refugiados estão entre as 2 milhões de pessoas que tiveram de deixar suas casas devido a ataques praticados por milícias árabes conhecidas como janjaweed. Acredita-se que os atentados tenham contado com a conivência e até mesmo com a participação do governo do Sudão. Durante sua passagem pelo local, refugiados disseram a Annan que abusos de direitos humanos ainda são praticados. A visita de Annan a Kalma aconteceu depois de ele ter se encontrado, na sexta-feira, com o ministro das Relações Exteriores do país, Mustafa Osman Ismail, na capital do Sudão, Cartum. Durante a reunião, o secretário-geral da ONU enfatizou a necessidade urgente de alcançar a paz em Darfur para que as pessoas possam retornar a suas casas. Inaceitável Ao chegar ao campo, Annan foi recebido por pessoas que gritavam: "Seja bem-vindo, Kofi. Seja bem-vindo a Kalma". Os refugiados que estão em Kalma dependem da doação de alimentos e dos serviços de saúde oferecidos pela ONU e por agências de ajuda humanitária para sua sobrevivência. "Essa é uma das maiores operações, e eu acredito que seja importante vir até aqui, ver o trabalho da minha equipe e também observar a situação na área", disse o secretário-geral da ONU. Após receber reclamações sobre a violação de direitos humanos, Annan disse que "é totalmente inaceitável" e que irá "trabalhar com o governo do país para garantir a proteção dos refugiados". Na quinta-feira, durante uma conferência na Etiópia que visava angariar fundos para os esforços de paz em Darfur, Annan pediu a países ricos que não adiem o envio de recursos destinados à ampliação das forças de paz na região. Doadores prometerem destinar mais US$ 200 milhões para a região. Depois de Kalma, Annan foi a Labado para visitar uma base da União Africana de onde soldados estão tentando monitorar a situação de segurança em Darfur. A União Africana, que está monitorando a situação na região, conta com 2,3 mil soldados e diz que caso obtenha mais recursos, poderá atingir a meta de ter 7,7 mil soldados em Darfur até setembro e 12 mil até o ano que vem. No domingo, Annan vai visitar o sul do país, onde encontrará o ex-líder rebelde John Garang, do Exército de Liberação do Povo do Sudão, movimento rebelde do sul. As negociações visando a paz em Darfur devem ser retomadas em 10 de junho, na Nigéria. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||