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Atualizado às: 25 de maio, 2005 - 00h18 GMT (21h18 Brasília)
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Câmara dos EUA aprova pesquisa com células-tronco
Bush com um grupo de crianças adotadas quando eram embriões
Bush já disse que vetará a lei se ela passar pelo Senado
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que prevê o financiamento público de pesquisas com células-tronco.

A maioria dos deputados votou a favor do projeto, apesar de o presidente George W. Bush já ter dito várias vezes que o vetaria, caso passasse pelo Senado.

A margem de aprovação – 239 votos a favor e 194 contra – não é suficiente para anular o veto presidencial. Para tanto, seriam necessários dois terços da Câmara.

A proposta debatida pelos deputados ampliaria a lista de tipos de pesquisas com células-tronco que podem receber financiamento do governo federal.

Bush se diz a favor de pesquisas com células-tronco de adultos, mas é contra o uso de células de embriões humanos.

Caso a lei seja aprovada e Bush a vete, será a primeira vez em seus cinco anos de governo que terá usado esta prerrogativa presidencial.

Debate acalorado

A sessão parlamentar desta terça-feira foi marcada por um debate acalorado, com os defensores da lei dizendo que a pesquisa é essencial para fazer avanços no campo da medicina e os opositores alegando que destruir embriões humanos (para gerar células-tronco) é como destruir a vida.

Antes do início da sessão, Bush apareceu ao lado de um grupo de crianças que foram adotadas ainda quando eram embriões congelados numa clínica de fertilidade. Segundo o presidente, essa poderia ser uma alternativa para o uso da sobra de embriões em clínicas de fertilidade, material geralmente usado pelos cientistas para produzir as células-tronco.

"Esta lei nos faria cruzar um linha ética crítica, criando novos incentivos para a destruição da vida humana emergente", afirmou o presidente.

"Cruzar esta linha seria um grande erro."

Na Câmara, o deputado republicano (do partido de Bush) Charlie Bas falou em nome dos defensores da lei, fazendo um apelo aos parlamentares para considerar as potenciais curas médicas que podem ser descobertas e o número de pessoas que poderiam se beneficiar delas.

"Que os Estados Unidos fiquem para trás por causa de um princípio moral e não permitam que importantes pesquisas científicas procedam sob o Instituto Nacional de Saúde, eu acho, irresponsável", disse Bas.

Em 2001, Bush disse que verbas públicas só seriam liberadas para pesquisas que usassem células-trondo já existentes – o que significa que novos embriões não poderiam ser criados.

No entanto, não há leis proibindo pesquisas feitas com recursos privados, o que já vem acontecendo em Estados como a Califórnia.

Ainda nesta terça-feira, uma outra lei que prevê o uso de células-tronco extraídas do cordão umbilical em pesquisas científicas recebeu apoio de republicanos e democratas e foi apoiada por Bush.

Cientistas acreditam que essas células podem gerar tratamentos individualizados para uma série de doenças.

Muitos especialistas, no entanto, afirmam que essas pesquisas não excluem a necessidade das pesquisas com células-tronco tiradas de embriões.

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