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Atualizado às: 23 de maio, 2005 - 17h39 GMT (14h39 Brasília)
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Bush rejeita proposta militar afegã
Base aérea de Bagram
Soldados americanos operando no Afeganistão
O presidente George W. Bush não aceitou a proposta do Afeganistão de colocar o comando das tropas norte-americanas sob controle afegão.

O presidente afegão, Hamid Karzai, disse que iria exigir a mudança durante seu encontro com Bush na Casa Branca.

A proposta foi feita após novas informações sobre a tortura e morte de dois cidadãos afegãos na principal base militar norte-americana no país.

A reunião na Casa Branca também ocorreu em clima de controvérsia devido às críticas de Washington aos esforços do governo afegão no combate à produção de drogas.

Elogios

"Nossas tropas obedecerão aos comandantes norte-americanos", disse Bush durante entrevista coletiva.

Segundo Bush, os dois países vão "cooperar e consultar" em relação às operações militares, mas ele não se comprometeu a transferir prisioneiros para o controle do governo afegão.

Apesar das diferenças, Bush e Karzai iniciaram a entrevista coletiva na Casa Branca com elogios mútuos.

"Eu acredito muito neste homem como líder", disse Bush.

Futuro

George Bush também anunciou que os dois países assinaram um acordo de parceria estratégica para o futuro a longo prazo do Afeganistão, incluindo relações mais estreitas nas áreas militar, econômica e política.

Falando aos jornalistas, Karzai lamentou a tortura de cidadãos do Afeganistão sob tutela das tropas dos EUA mas disse que isso não deveria ser visto como reflexo do povo norte-americano.

Durante este mês de maio, o Afeganistão foi palco de diversos protestos contra os Estados Unidos.

E dias antes do encontro de hoje, o tema de tortura e mortes de afegãos na base de Bagram voltou a dominar o noticiário.

Mortes

Falando na CNN no domingo à noite, Hamid Karzai classificou os acontecimentos como "inaceitáveis" e disse que queria justiça.

Os detalhes da morte de dois afegãos sob custódia norte-americana em Bagram em 2002, além da tortura de prisioneiros, foram publicados pelo New York Times na sexta-feira.

A reportagem deu detalhes de presos acorrentados no teto e espancados e de uma interrogadora que teria pisado no pescoço de um homem e chutado outro.

Até agora, sete soldados já foram indiciados em conexão com as mortes.

Por causa da reportagem, Karzai disse que iria pedir ao presidente Bush que os presos fossem transferidos para as autoridades afegãs e que o controle da operação militar fosse transferido para o governo.

Drogas

Mas o líder afegão também teve que se defender de acusações norte-americanas de que seu governo não estaria fazendo o suficiente para estancar o tráfico de drogas.

Outro documento vazado para o New York Times mostra diplomatas norte-americanos em Cabul criticando Karzai por não "querer demonstrar uma liderança forte" no combate ao comércio de heroína.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul, apesar do atrito a base do relacionamento entre os Estados Unidos e o Afeganistão continua a mesma, com o país dependente dos EUA para praticamente todos os aspectos de defesa e desenvolvimento.

A visita de Karzai aos EUA ocorre logo após violentos protestos no Afeganistão causados por acusações publicadas – e depois negadas – pela revista Newsweek de que soldados na prisão de Guantânamo teriam violado o Corão.

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