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ONU quer apurar abuso no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Nações Unidas pediram mais uma vez que os Estados Unidos permitam que uma comissão de direitos humanos tenha acesso à base aérea de Bagram, no Afeganistão. O pedido foi feito após o vazamento de informações de um relatório do exército americano, que dá detalhes de violações aos direitos humanos, incluindo a tortura e o assassinato de dois afegãos. O representante especial da Onu no Afeganistão disse que tais abusos são "totalmente inaceitáveis". O presidente Hamid Karzai disse estar chocado com as revelações feitas no relatório. "Alicerce" O governo americano garantiu que os responsáveis vão lidar com as consequências. Neste domingo na capital afegã, Kabul, o representante especial da ONU no Afeganistão, Jean Arnault, uniu-se à polêmica sobre a base aérea de Bagram. "A gravidade dos abusos cometidos exigem a punição de todos os envolvidos nesses crimes, como já foi dito pelo presidente Karzai", disse o representante. "É de vital importância que que as tropas protejam o exercício dos direitos humanos fundamentais no Afeganistão". Encontro Já o porta-voz das Nações Unidas Richard Provencher, disse a jornalistas que a comissão independente de direitos humanos do Afeganistão deveria ter acesso à base de Bagram, ao norte da capital afegã, Kabul. O exército americano ainda não respondeu às exigências da ONU. O presidente Karzai, que deve se encontrar com George W. Bush nesta segunda feira, declarou no sábado que vai pedir a transferência de custódia, além do controle das operações militares americanas no Afeganistão. O líder afegão também pediu que os Estados Unidos tomem uma atitude para punir os soldados envolvidos em supostos casos de abuso de prisioneiros do Afeganistão na base militar americana de Bagram, no país. O Departamento de Estado americano afirmou que as acusações estão sendo investigadas e que sete pessoas já estão sendo indiciadas. A visita de Karzai a Washington se segue a uma série de violentos protestos anti-americanos no mundo islâmico, detonados por acusações feitas pela revista Newsweek de que houve episódios de desrespeito ao Alcorão por parte dos militares dos Estados Unidos na base de Guantánamo. No Afeganistão, os protestos deixaram ao menos 15 mortos. A revista depois reconheceu que pode ter errado na reportagem. |
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