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Atualizado às: 09 de maio, 2005 - 04h48 GMT (01h48 Brasília)
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Líderes homenageiam soviéticos mortos na 2ª Guerra
Bush e Putin
Bush e Putin discutiram divergências no domingo
Mais de 50 líderes mundiais estão em Moscou para as comemorações dos 60 anos do fim da 2ª Guerra Mundial na Europa.

Eles assistiram a um desfile militar na Praça Vermelha, em um tributo aos sacrifícios feitos pela União Soviética durante a guerra contra a Alemanha nazista.

Cerca de 27 milhões de cidadãos soviéticos morreram na guerra, o que representa quase a metade do total de mortos no conflito como um todo.

Entre os líderes que estão participando das comemorações está o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Bush se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no domingo, quando eles discutiram alguns dos contenciosos que os separam.

Entre eles, os países bálticos, que querem um pedido de desculpas pela ocupação soviética do pós-guerra, e a Geórgia, que quer que a Rússia retire suas bases militares do seu território.

O encontro de Bush e Putin aconteceu depois de desentendimentos entre os dois sobre o legado da guerra.

Putin disse que a União Soviética salvou o mundo do fascismo. Bush criticou o domínio soviético da Europa do leste depois da guerra.

Homenagens

As comemorações dos 60 anos da vitória das forças aliadas sobre a Alemanha nazista começaram no domingo.

Bush participou das comemorações na Holanda e colocou uma coroa de flores em um cemitério onde 8 mil soldados americanos estão enterrados.

Também foram realizadas comemorações na Alemanha, França e Grã-Bretanha, onde o príncipe Charles depositou uma coroa de flores em um monumento em memória das vítimas, em Londres.

A Alemanha realiza o Festival da Democracia, de dois dias de duração, em um sinal de reconciliação com os inimigos do passado e alívio com a derrota da ditadura nazista.

'Preço terrível'

O policiamento foi reforçado na capital, Berlim, onde cerca de 3 mil ativistas da extrema-direita participavam de uma manifestação, ao mesmo tempo em que um protesto contra o nazismo era realizado.

Os manifestantes foram mantidos à distância do famoso Portão de Brandeburgo - um ponto central para as comemorações que fica próximo ao memorial do Holocausto.

No cemitério Margraten, perto de Maastricht, na Holanda, Bush e a Rainha Beatrix, da Holanda, depositaram flores depois de uma salva de tiros da guarda de honra.

"Nós comemoramos a grande vitória da liberdade. E as milhares de cruzes de mármore branco e estrelas de David ressaltam o terrível preço que pagamos por esta vitória", disse o presidente americano.

"Americanos e europeus continuam a trabalhar juntos e a trazer liberdade e esperança a lugares em que elas vêm sendo negadas há muito tempo. No Afeganistão, no Iraque, no Líbano e em todo o Oriente Médio", disse ele.

O primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, homenageou os soldados americanos mortos na guerra, dizendo que "eles nos deram o presente mais precioso - a liberdade".

Aviões militares sobrevoaram a cerimônia na formação de "soldado desaparecido", em que um dos aviões se separa do grupo, simbolizando um companheiro morto.

De Moscou, Bush seguirá para a Geórgia.

Comemorações pela Europa

Para marcar o dia da vitória, a Alemanha também realizou uma missa na Igreja Memorial de Kaiser Wilhelm, em Berlim, e uma cerimônia no principal memorial de guerra soviético. Também foi programada uma sessão especial do Parlamento.

Na França, o presidente, Jacques Chirac, compareceu à cerimônia nos Campos Elíseos, em Paris, onde entregou medalhas aos veteranos e se encontrou com crianças.

Em Londres, coroas de flores foram depositadas no monumento erguido em memória dos 265 mil militares britânicos que morreram na guerra, além das dezenas de milhares de civis mortos nos bombardeios das forças nazistas.

Na Polônia, as comemorações foram marcadas pelas críticas ao presidente Aleksander Kwasniewski, que deve participar das celebrações em Moscou.

Na semana passada, alguns países da antiga União Soviética, entre eles Lituânia, Estônia e Letônia, exigiram um pedido de desculpas da Rússia pela ocupação soviética do leste europeu depois da guerra.

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