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Atualizado às: 08 de maio, 2005 - 07h43 GMT (04h43 Brasília)
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Europa celebra os 60 anos do fim da 2ª Guerra Mundial
Berlim
Berlim terá celebrações com a duração de 48 horas
Celebrações acontecem em toda a Europa neste domingo pelos 60 anos do Dia da Vitória, que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial.

Mais de 40 milhões de pessoas morreram nos confrontos até a data da vitória aliada sobre a Alemanha nazista, declarada em 8 de maio de 1945.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lidera as celebrações em um cemitério militar americano na Holanda, onde mais de 8 mil militares americanos foram enterrados.

O presidente americano homenageia os mortos em seu discurso, mas também lembra que ainda há muito trabalho a ser feito para manter a liberdade no mundo.

Na Alemanha, a data é marcada pelo Festival da Democracia, com a duração de dois dias. Músicas e discursos variados ocorrerão no Portão de Brandenburgo, em Berlim.

Políticos alemães farão uma cerimônia no Parlamento e participarão de um serviço religioso na Catedral de Berlim.

Os skinheads (jovens alemães de extrema direita), no entanto, preparam uma passeata que pode contar com a participação de 5 mil pessoas.

Na França, o presidente, Jacques Chirac, participa de uma cerimônia na Avenida Champs-Elysées.

Em Londres, o príncipe Charles também participa das comemorações, que acabarão com um show no Trafalgar Square.

Polêmica

Na Polônia, as comemorações vêm causando polêmica, com a decisão do presidente, Aleksander Kwasniewski, de atender às cerimônias em Moscou.

A oposição alega que a ocupação nazista na Polônia foi apenas substituída pela soviética.

A mesma alegação levou Estônia e Lituânia a boicotarem as celebrações na Rússia.

No sábado, Bush disse que a antiga dominação soviética no leste europeu foi "um dos maiores erros da história".

Falando na Letônia, Bush também reconheceu o papel dos Estados Unidos na divisão da Europa depois do conflito.

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin ressaltou que os russos foram os libertadores.

Bush se reuniu com o presidente da Letônia, da Estônia e da Lituânia na capital da Letônia, Riga.

Os três países bálticos vêm exigindo um pedido de desculpas formais da Rússia - sucessora da União Soviética - pela anexação deles após a 2ª Guerra, mas Putin disse que as desculpas já foram pedidas.

O presidente russo citou uma resolução de 1989, ainda na era da URSS, criticando o pacto feito em 1939 entre soviéticos e nazistas que levou à ocupação da região. A resolução dizia que o pacto havia sido uma "decisão pessoal" do líder soviético Josef Stalin que "contrariava os interesses do povo soviético".

"Eu quero repetir: nós já fizemos isso", disse Putin. "O quê? Nós temos que fazer isso todo dia, todo ano?"

Moscou alega ainda que foi a principal força que trouxe liberdade à Europa, libertando o continente do domínio nazista a um alto custo: a vida de 30 milhões de soviéticos.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, elogiou a Lituânia, Letônia e Estônia - agora membros da União Européia e da OTAN, a aliança militar atlântica - por manterem "uma longa vigília de sofrimento e esperança" durante os quase 50 anos de ocupação soviética.

"Reconheço que no Ocidente o fim da 2ª Guerra significou a paz, mas nos Bálticos, ele trouxe nova ocupação, comunismo e opressão", disse Bush aos jornalistas.

O acordo de Yalta, firmado em 1945 entre a Grã-Bretanha, Rússia e Estados Unidos e que abriu caminho para a divisão da Europa pós-guerra, seguiu as injustas tradições da diplomacia anterior ao conflito, disse Bush.

"Não vamos repetir os erros de outras gerações - facilitando ou desculpando tiranias e sacrificando liberdades na busca da estabilidade", acrescentou.

A Rússia protestou contra a visita de Bush a Letônia antes da ida a Moscou para participar das principais comemorações.

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