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Grupo acusa Rússia de trair princípios por trás da vitória da 2ª Guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de políticos, acadêmicos e defensores dos direitos humanos fizeram uma carta atacando a atuação da Rússia com relação à liberdade política e à democracia e enfatizando a contradição de o país abrigar as cerimônias que marcam os 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial. Eles afirmam que as cerimônias oficiais que serão realizadas em Moscou questionam a memória daqueles que lutaram e morreram durante a Guerra e acusam a Rússia de trair os princípios que estavam por trás da vitória, em 1945. Entre os signatários está o ex-presidente da República Checa, Vlacav Havel, e ex-embaixadores americanos. Ex-primeiros-ministros da Estônia e da Bulgária, assim como membros do Parlamento Europeu, do Congresso americano e do Parlamento britânico, também assinaram a carta. O documento será publicado na íntegra no jornal britânico Financial Times na data das cerimônias, no dia 9 de maio. "Acreditamos que o evento e o local em que acontecerá não são compatíveis com os princípios fundamentais que a vitória histórica alcançou", diz a carta. Boicote Ao fazer a cerimônia, Moscou também decepcionou países vizinhos como a Geórgia, a Estônia e a Lituânia, que planejam boicotar as cerimônias organizadas pela Rússia na segunda-feira. O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, disse que não estará presente porque os dois países não chegaram a um acordo sobre os prazos para fechar bases militares russas na Geórgia. Líderes da Estônia e da Lituânia também não comparecerão às comemorações porque dizem que sua libertação dos nazistas marcou o início da ocupação soviética. A Letônia vai mandar representantes, mas assim como a Estônia e a Lituânia, quer que a Rússia peça desculpas aos Países Bálticos pela ocupação soviética em 1940. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse recentemente que os três países Bálticos foram "usados como garantia na política mundial", mas disse que Moscou já se desculpou e não o faria novamente. "Precisamos fazer isso todos os dias, todos os anos? Isso não faz sentido", disse ele a uma emissora de televisão alemã. Bush O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajou para a Letônia para iniciar uma visita que marca o aniversário dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Ele vai se reunir com os líderes dos Países Bálticos antes de viajar a Moscou, onde vai participar de comemorações na segunda-feira. A guerra no Fronte Leste, de 1941 a 1945, foi a mais cruel e uma das maiores. Cerca de nove milhões de soldados soviéticos morreram, além de cerca de 15 milhões de civis. A Alemanha e seus aliados perderam mais de três milhões de homens. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que não poderá participar das cerimônias de segunda-feira em Moscou porque precisa trabalhar na formação de seu novo governo. |
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