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Atualizado às: 06 de maio, 2005 - 19h03 GMT (16h03 Brasília)
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Grupo acusa Rússia de trair princípios por trás da vitória da 2ª Guerra
Vladimir Putin e um veterano de guerra
Putin é acusado de trair os ideais que venceram a Segunda Guerra
Um grupo de políticos, acadêmicos e defensores dos direitos humanos fizeram uma carta atacando a atuação da Rússia com relação à liberdade política e à democracia e enfatizando a contradição de o país abrigar as cerimônias que marcam os 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.

Eles afirmam que as cerimônias oficiais que serão realizadas em Moscou questionam a memória daqueles que lutaram e morreram durante a Guerra e acusam a Rússia de trair os princípios que estavam por trás da vitória, em 1945.

Entre os signatários está o ex-presidente da República Checa, Vlacav Havel, e ex-embaixadores americanos. Ex-primeiros-ministros da Estônia e da Bulgária, assim como membros do Parlamento Europeu, do Congresso americano e do Parlamento britânico, também assinaram a carta.

O documento será publicado na íntegra no jornal britânico Financial Times na data das cerimônias, no dia 9 de maio.

"Acreditamos que o evento e o local em que acontecerá não são compatíveis com os princípios fundamentais que a vitória histórica alcançou", diz a carta.

Boicote

Ao fazer a cerimônia, Moscou também decepcionou países vizinhos como a Geórgia, a Estônia e a Lituânia, que planejam boicotar as cerimônias organizadas pela Rússia na segunda-feira.

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, disse que não estará presente porque os dois países não chegaram a um acordo sobre os prazos para fechar bases militares russas na Geórgia.

Líderes da Estônia e da Lituânia também não comparecerão às comemorações porque dizem que sua libertação dos nazistas marcou o início da ocupação soviética.

A Letônia vai mandar representantes, mas assim como a Estônia e a Lituânia, quer que a Rússia peça desculpas aos Países Bálticos pela ocupação soviética em 1940.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse recentemente que os três países Bálticos foram "usados como garantia na política mundial", mas disse que Moscou já se desculpou e não o faria novamente.

"Precisamos fazer isso todos os dias, todos os anos? Isso não faz sentido", disse ele a uma emissora de televisão alemã.

Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajou para a Letônia para iniciar uma visita que marca o aniversário dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Ele vai se reunir com os líderes dos Países Bálticos antes de viajar a Moscou, onde vai participar de comemorações na segunda-feira.

A guerra no Fronte Leste, de 1941 a 1945, foi a mais cruel e uma das maiores.

Cerca de nove milhões de soldados soviéticos morreram, além de cerca de 15 milhões de civis. A Alemanha e seus aliados perderam mais de três milhões de homens.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que não poderá participar das cerimônias de segunda-feira em Moscou porque precisa trabalhar na formação de seu novo governo.

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