|
Eleição marca "era dos três partidos", dizem liberais-democratas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder do Partido Liberal Democrata na Grã-Bretanha, Charles Kennedy, disse que o resultado obtido nas eleições “marca uma nova era no país”. “Agora chegou a era da política com três partidos em toda a Grã-Bretanha”, disse Kennedy, reeleito parlamentar pelo distrito de Ross, Skye e Lochaber, na Escócia. “Acho que esse é um acontecimento saudável e temos que festejar o que estamos vendo acontecer, com avanços dos liberais-democratas." Dos três maiores partidos da Grã-Bretanha, foram os liberais-democratas que mais aumentaram sua participação proporcional no total de votos. Em 2001, o partido teve 18,3% dos votos; nestas poderá ter 23%, segundo projeções. Apesar disso, seu avanço no parlamento não foi tão grande, porque a eleição britânica não é proporcional. Leva quem tiver o maior número de votos em cada distrito. De acordo com a apuração, os liberais-democratas devem ficar com oito cadeiras a mais do que tinham no Parlamento. No entanto, o partido mostrou um bom desempenho em distritos dominados pelos trabalhistas: conquistaram pelo menos 11 cadeiras que eram do partido de Blair. Só não foram melhor, porque a disputa com os conservadores foi apertadas, com perdas e ganhos para os dois lados. Clare Short, ex-secretária do Desenvolvimento no governo Blair, reconheceu que "o efeito Iraque" favoreceu o crescimento dos liberais-democratas. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||