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CPI acusa presidente peruano de fraude | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma comissão do Parlamento do Peru considerou o presidente do país, Alejandro Toledo, culpado por fraude eleitoral. Toledo é acusado de participar de uma operação para falsificar assinaturas para que o seu partido tivesse o número suficiente delas para se registrar nas eleições de 2000 – ele se elegeu um ano depois. A comissão, dividida entre partidários e opositores de Toledo, não chegou a um consenso sobre como puni-lo. O presidente nega as acusações, que envolvem 39 pessoas, incluindo a sua irmã, Margarida Toledo. As conclusões do relatório, resultado de sete meses de invetigação, serão debatidos no Congresso nos próximos dias. Cinco membros da comissão foram contra o documento, que recomenda uma sanção constitucional contra Toledo, mas não especificou uma punição. Apenas três parlamentares aprovaram o documento. Entre outras recomendações, o relatório também sugere que Toledo seja impedido de assumir cargos públicos por dez anos. Alguns membros da comissão falam em impeachment, mas correspondentes da BBC informam que a oposição não conta com o número de votos necessários para cassar o mandato do persidente. Já o deputado Marcel Ayaipoma, aliado de Toledo e membro da comissão, disse que a investigação deve ser arquivada por falta de provas e que as recomendações devem ser interpretadas como uma jogada política para as eleições de 2006. "São medidas extremas, só falta dizerem que ele deve ser fuzilado", disse Ayaipoma, segundo a agência de notícias France Presse. O escândalo das assinaturas é o mais grave envolvendo Toledo, que tem baixíssimas taxas de aprovação popular. Sete ministros já renunciaram por causa das acusações. |
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