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Justiça argentina prende médico de centro de tortura | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça na Argentina condenou a dez anos de prisão um médico que ajudou a levar embora bebês, filhos de prisioneiros políticos, de um centro de tortura. As ofenças foram cometidas durante a chamada "guerra suja" na Argentina, o período do governo do regime militar entre 1976 e 1983. Segundo a Corte, o médico Jorge Luis Magnacco falsificou certidões de nascimento de uma criança, que nasceu no centro, enquanto sua mãe estava presa. O veredito afirma que o médico participou dos planos do governo de sistematicamente eliminar membros da esquerda, vistos como oponentes do governo na época. "Não era o bastante para eles eliminar aqueles que eram considerados um risco para os ideais do regime...eles também erradicaram aqueles que, no futuro, poderiam ter as mesmas crenças", disse o veredito. Os pais adotivos da criança também foram condenados à prisão pela Justiça, por terem adotado de forma ilegal uma criança. O homem, que trabalhava para a Força Aérea da Argentina, recebeu pena de sete anos e meio de prisão. E a mulher foi condenada a três anos e um mês. Desaparecidos Cerca de 30 mil pessoas teriam sido mortas ou forçadas a desaparecer durante os sete anos de regime militar na Argentina. Os números oficiais falam em cerca de 13 mil pessoas. Cerca de cinco mil teriam sido detidos na Escola Naval de Mecânica, um centro de tortura na capital, Buenos Aires, conhecido pela sigla de Esma. Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que neste centro de tortura as prisioneiras eram forçadas, muitas vezes com os olhos vendados, a dar à luz aos seus filhos em celas sujas. Os grupos afirmam que, nestas condições, cerca de 400 crianças foram mortas ou entregues para adoção ilegal. |
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