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Incêndio em hotel de Paris deixa 20 mortos, entre eles 10 crianças | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 20 pessoas morreram, entre elas 10 crianças, em um incêndio na madrugada desta sexta-feira no hotel Paris-Opéra, onde ficavam muitos imigrantes, no centro de Paris. Muitas pessoas ficaram feridas, pelo menos 12 delas em estado grave. Foi um dos piores incêndios dos últimos 20 anos em Paris. A maioria das pessoas no hotel era formada por famílias pobres de imigrantes ali hospedadas pelos serviços sociais enquanto esperavam transferência para moradia definitiva. Ainda não está claro como o incêndio começou. O presidente francês, Jacques Chirac, que é ex-prefeito de Paris, disse essa foi umas "das catástrofes mais dolorosas" da história da cidade. O fogo começou no 1º andar, por volta de 2h da manhã, horário local (21h da quinta no Brasil) e levou cerca de uma hora e meia para ser controlado. Entre as vítimas estão cidadãos de Senegal, Costa do Marfim, Portugal, Tunísia, Ucrânia, Estados Unidos e da própria França, segundo a agência de notícias AFP. 'Corpos' Pelo menos 76 pessoas estavam hospedadas no hotel, que fica na rue de Provence, perto da loja de departamentos Galeries Lafayette, onde foi montado um centro de atendimento de emergência. As chamas subiram rapidamente pelo prédio de seis andares pelo vão da escada, que funcionou como uma "chaminé", segundo o porta-voz dos bombeiros, Laurent Vibert. Alguns hóspedes saltaram pelas janelas, tentando escapar das chamas. O correspondente da BBC em Paris Alasdair Sandford afirma que provavelmente haverá discussões sobre a ausência de procedimentos de segurança e por que tantas pessoas não conseguir escapar. Chakib San, que mora no prédio ao lado do hotel, disse à agência de notícias AP que foi despertado por gritos de "Fogo! Fogo!" Ele disse ter visto três pessoas saltarem do prédio, entre eles uma mulher e uma criança, que ficaram imóveis depois que seus corpos atingiram o chão. "Elas estavam no chão, não se moviam", contou. "Todo mundo estava gritando, e havia corpos pela rua." Um hospital para atendimento de emergência e um necrotério improvisado foram instalados dentro da loja Galeries Lafayette. Os feridos sofriam de queimaduras e intoxicação por ter respirado a fumaça. Psicólogos também atendiam no local algumas das vítimas, em estado de choque. |
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