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Chirac vai à TV defender "sim" à Constituição européia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente francês, Jacques Chirac, foi à televisão nesta quinta-feira tentar convencer a população a votar a favor da Constituição européia no referendo marcado para o mês que vem. "Se por acaso a França não votasse a favor, a França cessaria de existir politicamente, pelo menos por um tempo, no coração da Europa", afirmou o presidente diante de 83 jovens que participaram do debate no palácio presidencial de Elysée. A discussão, que durou cerca de duas horas, foi transmitida pela TV com o objetivo de reverter a tendência mostrada nas pesquisas de intenção de voto, que dão ampla vantagem para o "Não". O tratado precisa ser aprovado pelos 25 membros da União Européia e uma rejeição pela França poderia criar um impasse no bloco. "Na realidade você teria 24 países que votaram "Sim" e a ovelha negra que bloqueou tudo", afirmou. "A França ficaria consideravelmente enfraquecida." O documento, que busca facilitar o processo decisório dentro do bloco, já foi aprovado por Espanha, Eslovênia, Lituânia, Hungria e Itália e deve ser ratificado pela Grécia nesta sexta-feira. O presidente francês disse ainda que a Constituição fortaleceria a Europa e a França, num mundo com grandes potências como os Estados Unidos e a China. Segundo Chirac, a não aprovação interromperia os projetos do bloco e abriria caminho para um mundo baseado no livre mercado descontrolado e dominado pelos Estados Unidos. Embora esteja se envolvendo pessoalmente na campanha, quando lhe perguntaram se ele renunciaria se a Constituição for rejeitada no referendo, Chirac disse que não, alegando que essa não era a questão que estava sendo colocada ao povo francês. |
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