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Annan pede apoio a 'reformas profundas' na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez um apelo para que os governos apóiem a realização de profundas reformas na organização. Em um relatório em que detalha as suas propostas, Annan diz que os governos devem agir “com coragem” para adotar “as reformas mais profundas da história da ONU”. “Para fazer o seu trabalho, a ONU precisa ser totalmente adequada às realidades de hoje”, disse Annan. “Ela pode e deve ser uma organização mundial eficiente e representativa, aberta e responsável perante o público, assim como os governos.” Annan pediu por um Conselho de Segurança maior e mais representativo da comunidade internacional, regras claras para determinar quando um país pode declarar guerra a outro, um fortalecimento nas instituições que cuidam dos direitos humanos e uma ênfase maior em desenvolvimento e comércio, além de uma redução na burocracia da ONU. Críticas Ele pediu também que seja criado um novo órgão para os direitos humanos, já que a comissão atual teria sido prejudicada por falta de credibilidade. As propostas apresentadas por Annan visam assegurar que a ONU, que foi afetada pelos acrimoniosos debates a respeito da guerra do Iraque, permaneça no centro do sistema de segurança global. Elas foram apresentadas em momento em que a organização enfrente críticas devido à forma como foi administrado o programa de troca de petróleo por comida no Iraque durante o governo Saddam Hussein e por causa de alegações de abuso sexual cometidos por tropas de paz da ONU na República Democrática do Congo. As reformas vão ser discutidas durante um encontro de líderes mundiais na ONU em setembro e devem ser endossadas pela Assembléia Geral da organização. |
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