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Governo argentino 'demite' capelão militar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo argentino demitiu, na prática, um bispo que disse que o ministro da Saúde, Gines Gonzalez Garcia, deveria ser "jogado ao mar" por apoiar o aborto. Para o governo argentino, os comentários do bispo Antonio Baseotto, que era capelão militar, relembram o governo militar que jogou no mar críticos ao regime. Tecnicamente, apenas o Vaticano pode demitir o bispo, que ocupa o posto por causa de um acordo entre Roma e o governo argentino. Mas o presidente argentino, Néstor Kirchner, baixou novo decreto presidencial anulando o acordo existente. Insustentável O aborto é ilegal na Argentina e a prática pode ser punida com prisão. Recentemente, o ministro da Saúde disse ser a favor da legalização do aborto. O bispo respondeu que a posição do ministro fazia dele um apologista do assassinato. Ele citou uma passagem do Novo Testamento, e disse que Gonzalez Garcia merecia um pedra pendurada no pescoço e ser "jogado ao mar". Durante o regime militar que vigorou no país entre 1976 e 1983, opositores foram jogados ao mar nos que ficaram conhecidos como "vôos da morte". O bispo disse que seus comentários foram tirados de contexto. O Vaticano decidiu reafirmar a posição do bisco no cargo. Em resposta, o chefe de Gabinete do país, Alberto Fernandez, disse que o governo argentino vai retirar formalmente o apoio ao bispo, suspendendo pagamento de seu salário. O correspondente da BBC em Buenos Aires, Elliott Gotkine, disse que a posição do bispo parece ter ficado insustentável. |
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