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Venezuela inicia desapropriação de terras nesta 2ª | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Venezuela deve iniciar nesta segunda-feira um polêmico esquema de desapropriação de terras, como parte da "guerra ao latifúndio" proposta pelo presidente Hugo Chávez. Quatro fazendas farão inicialmente parte do projeto, incluindo uma de gado, cujo dono é um grupo britânico, e uma reserva natural. O Instituto Nacional de Terras (INTI, na sigla em espanhol) anunciou que irá desapropriar cerca de 100 mil hectares durante todo o projeto, para entregá-los aos pobres. "Os terrenos ociosos serão resgatados", disse Eliécer Otaiza, presidente do INTI, à agência de notícias Reuters. Segundo Otaiza, a medida foi tomada após um processo de verificação das terras e de sua capacidade de produção. A lei de reforma agrária, introduzida por Chávez em 2001, foi um dos motivos do desencadeamento da crise política entre governo e oposição na Venezuela no mesmo ano. Na etapa desta segunda-feira, quase 13 mil hectares da fazenda de El Charcote, do grupo britânico Vestey, deverão ser desapropriados. Segundo o governo, uma parte de El Charcote é de propriedade do Estado e a ela deve ser devolvida. Mas o grupo Vestey afirma ter documentos comprovando que a fazenda pertence aos seus titulares desde o século XIX. Em janeiro, Chávez baixou um decreto de "guerra ao latifúndio", que estabelceu uma comissão para fiscalizar as terras venezuelanas. Cerca de 130 mil famílias camponesas receberam terras desde então. A idéia de Chávez prevê desapropriação de propriedades privadas, mas por enquanto apenas terras sob disputa estão sendo tomadas. |
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