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Justiça dos EUA proíbe execução de criminosos juvenis | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte dos Estados Unidos aboliu nesta terça-feira a pena de morte para condenados por assassinato que tenham cometido o crime quando eram menores de 18 anos. A proposta foi aprovada por 5 votos a 4 e afeta não apenas futuras condenações, mas também 70 prisioneiros que já estão no corredor da morte. A decisão da Suprema Corte americana é vista como uma vitória para opositores da pena capital. A mais alta instância judiciária dos Estados Unidos acatou veredito anterior da Suprema Corte do Estado do Missouri. O tribunal do Estado americano disse que executar menores é uma violação da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe punição "cruel e incomum". A execução de pessoas que cometeram crimes quando ainda eram menores era permitida em 19 Estados americanos. Mas o juiz Anthony Kennedy disse que mesmo nestes Estados as execuções freqüentemente não são realizadas, e a tendência é abolir tal prática. "Nossa sociedade vê juvenis como menos culpáveis do que a maioria dos criminosos", escreveu Kennedy. A decisão segue diversas outras que já limitaram a pena capital nos Estados Unidos. Em 1988, foi decidido que responsáveis por crimes cometidos antes dos seus 16 anos não poderiam ser executados. Em 2002, a corte baniu a execução de criminosos portadores de doenças mentais. O ex-presidente americano Jimmy Carter e vários líderes estrangeiros, incluindo os da União Européia, estão entre os que pressionavam os Estados Unidos a acabarem com a pena capital para os menores. |
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