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Chávez e Uribe restabelecem relações em reunião em Caracas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, restabeleceram plenamente as relações políticas, diplomáticas e comerciais entre os dois países. Depois de um encontro de mais cinco horas na capital venezuelana, Caracas, Chávez declarou superadas as divergências iniciadas em dezembro com a captura de um guerrilheiro colombiano na Venezuela. "Decidimos virar a página", disse o presidente venezuelano, ao término da reunião que qualificou de "construtiva" e "agradável". "Revisamos os acordos econômicos de cooperação comercial. Revisamos os últimos acontecimentos que foram gerados na últimas semanas que todos nós já conhecemos." "Mostra de fraternidade" Chávez se referia à captura do líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Rodrigo Granda, em Caracas. O governo venezuelano acusou a Colômbia de ter "sequestrado" o rebelde, violando a sua soberania nacional. Bogotá acabou admitindo ter pago a caçadores de recompensa pela captura, mas negava ter violado a soberania do vizinho, a quem, aliás, acusou de dar abrigo a "terroristas". A Venezuela chegou a suspender vários acordos comerciais entre os dois países e chamou o seu embaixador em Bogotá de volta para consultas. Depois do encontro, Álvaro Uribe agradeceu a "mostra de fraternidade" do governo venezuelano e reconheceu que a sua luta contra os grupos armados internos "gera dificuldades para nossos vizinhos e irmãos". |
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