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Grupos palestinos declaram 'cessar-fogo informal' com Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais grupos militantes palestinos, o Hamas e o Jihad Islâmico, disseram que irão manter um 'cessar-fogo informal' com Israel enquanto estudam uma possível adesão formal ao acordo. A decisão foi anunciada após conversações com Mahmoud Abbas neste fim de semana. O presidente da Autoridade Palestina está tentando salvar o acordo de cessar-fogo firmado com Israel, no Egito, na última terça-feira. O sucesso da trégua foi ameaçado, no entanto, após um ataque do grupo Hamas com 50 mísseis e morteiros contra assentamentos judaicos, em Gaza. O Hamas e o Jihad Islâmico alegam não terem sido consultados sobre as condições do cessar-fogo. Mas após conversações com Abbas no sábado, os dois grupos anunciaram que vão aguardar "para ver como Israel se comporta". Palestinos exilados Analistas dizem que Mahmoud Abbas pode ter convencido o Hamas sob o argumento de que o acordo firmado na terça-feira atende as principais demandas do grupo com relação à atividade militar israelense. Segundo um correspondente da BBC em Gaza, Abbas está sob forte pressão para convencer os militantes a respeitarem o cessar-fogo. De acordo com o correspondente, não vai ser fácil convencer o Hamas, que está preocupado que a promessa israelense de libertar presos palestinos não seja tão abrangente como esperada. Antes do início das conversações de Abbas com os grupos palestinos, o negociador palestino Saeb Erekat havia dito que Israel tinha concordado em permitir o retorno de mais de 50 palestinos deportados da Cisjordânia para a Faixa de Gaza e à Europa. Mas ainda não há data estabelecida para o retorno. Entre os palestinos deportados estão 40 homens que foram exilados depois do cerco da Igreja da Natividade, em maio de 2002, que durou um mês. |
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