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EUA receberam alertas cinco meses antes de 11/9 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades de aviação nos Estados Unidos receberam 52 avisos sobre as atividades da Al-Qaeda e os seus planos de atacar aviões pelo menos cinco meses antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, revela um relatório divulgado nesta quinta-feira. O relatório elaborado por uma comissão encarregada de investigar as circunstâncias dos ataques estava pronto em agosto, mas só foi desclassificado agora. O documento foi divulgado pelo Arquivo Nacional, depois de ter vazado ao jornal The New York Times. Segundo o relatório, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) recebeu pelo menos cinco alertas sobre o treinamento da Al Qaeda para sequestros de aviões e dois outros que chamavam atenção para operações suicidas, embora não conectadas com aviões. Nenhum deles, porém, antecipou o que aconteceu em 11 de setembro. A FAA se defende alegando que as informações não poderiam ter evitado os ataques. "Nós não tínhamos informações específicas sobre meios e métodos que poderiam ter nos permitido traçar medidas de ação", afirmou a porta-voz da organização, Laura Brown. Condoleezza Rice Brown disse ainda que a agência estava reforçando a segurança quando aconteceram os ataques, "gastando US$ 100 milhões por ano para mobilizar equipamentos detectores de explosivos nos aeroportos". A comissão responsável pelas investigações, no entanto, concluiu que "uma ameaça real e crescente até 11 de setembro não estimulou aumentos significativos nos procedimentos de segurança". Segundo o relatório, a FAA deixou-se "iludir por uma falsa sensação de segurança". Problemas financeiros das companhias aéreas, congestionamento aéreo e atrasos nos vôos pareciam ser maiores preocupações para a agência na época em que recebeu os alertas. O Arquivo Nacional também divulgou um memorando de 25 janeiro de 2001 – cinco dias após a primeira posse do presidente George W. Bush – que indica que o então assessor de contraterrorismo, Richard Clarke, pediu um encontro "urgente" com a então assessora nacional de segurança e atual secretária de Estado, Condoleezza Rice, para discutir a ameaça da Al Qaeda. Rice, no entanto, escreveu dois meses depois numa coluna no jornal The Washington Post que não havia recebido informações sobre a ameaça da Al Qaeda do governo anterior, do ex-presidente Bill Clinton. "A força da rede de organizações limita a gama de apoio que regimes árabes amigos podem dar a uma série de políticas americanas, incluindo a política para o Iraque e para o processo de paz (entre israelenses e palestinos). Nós estaríamos fazendo um grande erro se subestimássemos o desafio que a Al Qaeda coloca", diz o memorando de Clarke, segundo a agência de notícias Reuters. Ainda segundo a agência, o encontro pedido por Clarke só aconteceria no dia 4 de setembro de 2001. |
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