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Rice falará em Paris sobre restaurar ligação com França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, vai fazer seu primeiro discurso importante sobre política externa em Paris, nesta terça-feira. Antecipa-se que ela vá dizer que os Estados Unidos querem restaurar uma ligação com a França, que foi abalada pelo conflito contra o Iraque. O país europeu é a parada mais recente de Rice, seguindo uma agenda cheia que a levou para o Oriente Médio no fim de semana. Os Estados Unidos disseram que ela escolheu Paris porque a cidade é um centro de debates. Debate "Ela sentiu que Paris é um dos lugares onde existe muita discussão sobre os Estados Unidos, sobre a Europa, sobre objetivos comuns", disse o porta-voz do departamento de Estado, Richard Boucher. "Ela quer fazer parte dessa discussão e apresentar suas idéias", afirmou. A correspondente da BBC em Paris, Caroline Wyatt, disse que Rice deve desenvolver uma política mais multilateral. A França está falando sobre um novo começo para suas relações com os Estados Unidos, tocando em questões como valores comuns e longa cooperação com os americanos. Em uma entrevista ao jornal francês Libération, o ministro do Exterior da França, Michel Barnier, disse que a visita de Rice é um sinal de que os Estados Unidos estão prontos para fortalecer o diálogo transatlântico. Ele reconheceu ter havido um desentendimento claro sobre o Iraque, mas disse que deveria haver "uma nova disposição" nos dois lados. A questão, segundo ele, não é o que a França e os Estados Unidos podem oferecer um pelo outro, mas o que ambos podem fazer juntos para resolver os principais desafios globais. Rice chegará a Paris vinda de Roma, onde se encontra de manhã com o ministro do Exterior italiano, Gianfranco Fini, e com o secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano. Em Paris, ela fará um discurso de 45 minutos na Fundação Nacional para Políticas Sociais e depois responde a perguntas da platéia. Mais tarde, ela deve se encontrar com o presidente Jacques Chirac. A sua viagem a oito países tem como objetivo preparar o caminho para uma viagem que o presidente americano, George W. Bush, fará à Europa no fim de fevereiro. |
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