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Hamas diz não se sentir 'obrigado a respeitar cessar-fogo' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo militante palestino Hamas disse que não se sente obrigado a cumprir o cessar-fogo entre israelenses e palestinos declarado na reunião de cúpula de Sharm el-Sheikh nesta terça-feira. O porta-voz do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, disse que o cessar-fogo não compromete a resistência palestina, porque não foi o resultado de um diálogo entre palestinos. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, anunciaram o cessar-fogo entre os dois lados durante seu encontro no Egito. O encontro também teve a presença do presidente do Egito, Hosni Mubarak, e do rei Abdullah, da Jordânia. O rei Abdullah disse que está passando o tempo para uma solução do conflito entre Israel e os palestinos. "Se não encontrarmos uma solução em 2005 e 2006, poderemos não ter um Estado palestino viável do que falar", disse o rei. Segundo ele, houve bastante terreno comum nas conversas em Sharm el-Sheikh para que o processo vá além das preocupações de Israel com segurança. O rei disse que a grande maioria dos palestinos quer o fim do conflito. De acordo com ele, grupos militantes como Hamas e Jihad Islâmico terão que sair da violência para a política quando essa "maioria silenciosa" se tornar uma maioria "vocal". A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, afirmou ter ficado impressionada com o fato de os líderes palestino e israelense terem "dito a mesma coisa". "Este um tempo de oportunidade enós não podemos desperdiçá-la. Eu faço um apelo para que eles aproveitem este embalo para agarrar essa chance." Para Rice, o encontro desta terça-feira foi "claramente um passo adiante". |
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