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Auditor acha rombo de US$ 8,8 bi em contas dos EUA no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A administração americana que controlou o Iraque até a transferência do poder para o atual governo interino não tem como comprovar gastos de 8,8 bilhões de dólares, diz o relatório de uma agência oficial encarregada de fazer a auditoria das contas no Iraque. O relatório se refere à Autoridade Provisória da Coalizão (CPA, na sigla em inglês), que governou o Iraque até junho do ano passado sob a liderança do americano Paul Bremer. O autor do relatório, o inspetor-geral especial para a reconstrução do Iraque Stuart Bowen, diz que as autoridades da época não implementaram mecanismos adequados de controle sobre o dinheiro mesmo depois de terem sido alertadas para os riscos de fraudes e desvios em pelo menos um ministério. Num dos exemplos citados pelo inspetor, US$ 17 milhões foram pagos a funcionários da Defesa Civil iraquiana, sem que a CPA tivesse qualquer documento comprovando os pagamentos. Funcionários "fantasmas" Em outro caso, oito mil guardas estavam na folha de pagamentos de um Ministério, quando a existência de apenas 600 deles foi verificada. Em mais um caso citado no relatório, a CPA autorizou a liberação de recursos para pagar 1.471 guardas, embora só 642 estivessem confirmados. Segundo a agência de notícias France Press, Bowen diz ainda no seu relatório que os funcionários da CPA chegaram a afirmar que era preferível pagar salários indevidos do que arriscar não pagar funcionários e incitar a violência. Bowen disse que não há como saber se o dinheiro não foi usado para pagar milhares de funcionários "fantasmas". Paul Bremer, maior responsável pela gestão dos recursos na época, rebateu as críticas feitas no relatório, alegando que o inspetor-geral não havia compreendido o contexto em que a CPA estava operando. Segundo Bremer, "dada a situação que a CPA encontrou no Iraque", os padrões usados por Bowen não são realistas. A função da CPA era administrar o país e dar início à reconstrução da infra-estrutura iraquiana. |
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