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Atualizado às: 29 de janeiro, 2005 - 20h26 GMT (18h26 Brasília)
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Violência impedirá iraquianos de votar, diz presidente
Soldados americanos protegem local de votação em Bagdá
Atentados mataram 11 soldados dos EUA e dez iraquianos
O presidente do Iraque, Ghazi al-Yawar, disse que a violência impedirá iraquianos de votar nas eleições deste domingo.

"Sabemos que a maioria não vai votar por causa da situação da segurança e não porque eles estejam boicotando as eleições", disse Al-Yawar. "Há só muito poucos que vão boicotar".

Não ficou claro se o presidente Al-Yawar quis dizer que a maioria dos iraquianos não irão votar ou se a maioria daqueles que ficarão fora vão fazer isso por medo e não para protestar.

Uma operação de segurança sem precedentes foi introduzida para as eleições, mas a violência continua. A embaixada dos Estados Unidos foi atacada por morteiro, e dois americanos morreram e pelo menos quatro ficaram feridos.

Medidas

A embaixada dos EUA fica na chamada Zona Verde, que é fortemente protegida.

"(O morteiro) Atingiu perto do prédio da embaixada", disse o porta-voz Bob Callahan. "Há dois mortos e quatro feridos, todos americanos".

Não está claro se as vítimas são funcionários da embaixada.

A correspondente da BBC em Bagdá, Jennifer Glasse, disse que o complexo nas margens do rio Tigre abriga funcionários da embaixada e de outras organizações internacionais.

A última vez em que a embaixada americana foi atacada por morteiros foi em agosto do ano passado.

Os insurgentes fizeram mais ataques neste sábado, a menos de 24 horas do início das eleições. Pelo menos oito pessoas foram mortas em um ataque suicida em um posto de controle a nordeste de Bagdá.

Autoridades dizem que três soldados iraquianos e cinco civis – entre eles estaria uma criança – foram mortos quando um homem-bomba se explodiu em Khanaqin, uma cidade de maioria curda, perto da fronteira com o Irã.

Também há relatos de ataques a seções de votação.

Caças americanos estão patrulhando os céus em Bagdá o que, segundo a correspondente da BBC, é uma exibição de força.

Medidas de segurança sem precedentes paralisaram a vida normal na maior parte do Iraque.

Entre elas, a extensão do toque de recolher, fechamento das fronteiras e do aeroporto de Bagdá e proibição de viagens de uma província para outra.

Na cidade de Basra, ao sul do Iraque, tropas britânicas prenderam diversos suspeitos e apreenderam explosivos.

Sunitas

Detalhes de uma pesquisa feita no Iraque por um instituto baseado nos Estados Unidos sugerem que três em quatro muçulmanos sunitas decidiram não participar das eleições de domingo.

Menos de um em cada dez muçulmanos sunitas disseram que definitivamente iriam participar.

O Instituto Internacional Zogby disse que a pesquisa indica que 80% da comunidade xiita, o maior grupo no Iraque, pretendem participar das eleições.

No exterior, os iraquianos estão votando desde a sexta-feira.

Muitos dos que estão votando em 14 países fugiram do Iraque quando Saddam Hussein assumiu o poder.

Cerca de 280 mil iraquianos que moram fora do país.

Os iraquianos residentes no exterior terão até domingo para votar.

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