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Atualizado às: 28 de janeiro, 2005 - 04h31 GMT (02h31 Brasília)
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Alerta de viagem causa tensões entre EUA e México
Presidente Vicente Fox, do México
Fox disse que se recusava a ser julgado por 'governos estrangeiros'
O presidente do México, Vicente Fox, reagiu energeticamente às críticas do governo americano aos resultados de uma operação para conter a violência gerada por narcotraficantes no norte do país.

Num alerta aos cidadãos americanos para evitarem viajar para a região, o Departamento de Estado diz que as forças mexicanas não estão conseguindo controlar a guerra do narcotráfico.

"A polícia do México sofre de falta de fundos e treinamento e o sistema judicial é fraco, sobrecarregado e ineficiente", dizia a nota publicada na quarta-feira.

"Criminosos, armados com uma série impressionante de armas, sabem que há poucas chances de eles serem pegos e punidos", continua o comunicado.

Fox disse que a avaliação era equivocada e que a sua administração não seria julgada por "governos estrangeiros".

O presidente mexicano disse ainda que as forças de segurança do país estão fazendo progresso na luta contra o narcotráfico.

Prisões

As autoridades mexicanas acreditam que, mesmo presos, líderes do narcotráfico estejam por trás da recente onda de violência no país e lançaram uma campanha para aumentar a segurança nos três principais presídios do país.

A disputa de grupos rivais pelo controle de novas rotas do narcotráfico levou a um aumento de assassinatos e sequestros por esses grupos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o ministro de Exterior, Luis Ernesto Derbez, enviou uma carta ao embaixador americano no México, Tony Garza, em que diz que o alerta de viagem é "exagerado e fora da realidade".

Ainda de acordo com a agência, no entanto, o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, defendeu o alerta, alegando que cidadãos americanos já foram sequestrados no norte do México e dois deles teriam sido mortos.

As tensões diplomáticas com o vizinho surgiram no primeiro dia de trabalho da nova secretária de Estado americano, Condoleezza Rice.

Viagem

Ainda nesta quinta-feira, o governo americano anunciou que a primeira viagem internacional de Rice como secretária de Estado será um giro pela Europa e pelo Oriente Médio.

Rice visitará nove países – incluindo Grã-Bretanha, França e Israel – e a Cisjordânia.

A secretária de Estado, que teve a sua indicação para o cargo pelo presidente George W. Bush confirmada nesta semana, deverá fazer um discurso em Paris, antes de seguir para o Oriente Médio.

O anúncio da viagem se segue à abertura da administração Bush a contatos com o novo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O presidente americano se recusava a dialogar com o antecessor de Abbas, Yasser Arafat, que morreu em novembro.

Segundo um alto funcionário do Departamento de Estado, as chances de progresso nas negociações entre palestinos e israelenses são as maiores em quatro anos.

"Nós estamos em um momento que é, no mínimo, esperançoso", afirmou o funcionário.

O presidente americano disse que fará da criação de um Estado palestino uma das prioridades do seu segundo mandato.

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