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Fogo que gerou morte de mil na Índia foi acidental, diz juiz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O incêndio em um trem na Índia que matou 60 hindus e deu origem a confrontos de motivação religiosa em fevereiro de 2002 começou por acidente, segundo conclusão de um inquérito do governo. O incidente resultou em conflitos que duraram vários dias, no Estado de Gujarat, nos quais pelo menos mil pessoas, a maioria muçulmanos, morreram. Um juiz que presidiu a investigação disse que há provas suficientes para indicar que o fogo tenha começado dentro de um dos vagões do trem. Relatos da época disseram que o fogo tinha sido causado por um grupo de muçulmanos que jogara bombas incendiárias de fora do trem. O trem transportava peregrinos, que voltavam de Ayodhya, no leste do país. Os hindus acreditam que o deus hindu Ram tenha nascido em Ayodhya. Um grupo hindu de extrema direita, o Vishwa Hindu Parishad (VHP), prometera construir um templo no local, sobre as ruínas de um mosteiro do século 16. A iniciativa causou indignação entre os muçulmanos, porque radicais do VHP tinham destruído, nove anos antes, uma mesquita do século 16 na cidade. |
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