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Atualizado às: 14 de janeiro, 2005 - 08h07 GMT (06h07 Brasília)
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Violência no Iraque pode piorar com eleições, diz Powell
Soldados americanos no Iraque
General americano vai avaliar progressos das forças iraquianas
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, disse que a violência no Iraque pode se intensificar após as eleições de 30 de janeiro.

Em entrevista a uma emissora de televisão, ele alertou que, se não houver a participação de representantes de toda a população do país, os insurgentes podem se sentir encorajados.

Powell enfatizou que as eleições no Iraque serão um sucesso se houver a participação de grande parte das pessoas de todo o país, incluindo a minoria de muçulmanos sunitas.

O maior grupo sunita do Iraque, o Partido Islâmico Iraquiano, já pediu um boicote das eleições, e militantes sunitas ameaçaram atacar os eleitores. Uma participação significante dos sunitas é considerada fundamental para que as eleições tenham credibilidade.

A Casa Branca reconheceu que pode haver intimidação dos eleitores, principalmente em áreas sunitas, e o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, admitiu que a violência pode impedir que a votação seja levada em frente em algumas partes do país.

Violência

O general da Reserva Gary Luck chegou ao Iraque para avaliar progressos no treinamento das forças iraquianas e a situação da segurança no país.

A viagem ocorre em um momento em que os insurgentes intensificam a sua campanha contra soldados americanos, ameaçando a realização das eleições.

Na quinta-feira, dois soldados americanos morreram na província de al-Anbar e um outro, perto da cidade de Mosul.

Também um representante do influente clérigo xiita aiatolá Ali Sistani foi assassinado juntamente com quatro guarda-costas e seu filho em uma cidade de maioria sunita.

Este é o mais recente de uma série de ataques lançados por insurgentes majoritariamente sunitas com o objetivo de prejudicar a realização das eleições.

Direitos humanos

A ONG americana Human Rights Watch disse que o abuso de detentos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, e o tratamento em Guantánamo enfraqueceram a capacidade de proteção dos direitos humanos no mundo todo.

Em seu relatório anual divulgado na quinta-feira, o grupo disse que quando um país com a influência e o domínio dos Estados Unidos desafia a lei abertamente, ele convida outros países a fazer o mesmo.

A organização acusa o governo do presidente americano, George W. Bush, de falhar ao assumir responsabilidade pelos maus-tratos na prisão iraquiana e pediu que um inquérito independente seja aberto e que um promotor especial seja apontado.

Um porta-voz do Pentágono defendeu a maneira que a Justiça americana está tratando o assunto e disse que um promotor especial não era necessário.

Abuso

Megan Ambuhl, uma ex-policial militar americana, disse a uma corte marcial que autoridades de inteligência na prisão de Abu Ghraib pediram que ela ridicularizasse prisioneiros nus.

Durante o julgamento do soldado Charles Graner, acusado de liderar os abusos, Ambuhl também disse que interrogadores pediram que os soldados maltratassem os detidos.

Ambuhl se declarou culpada no ano passado e foi despedida do Exército.

"Eles vinham com os presos e nos falavam o que eles queriam que nós fizéssemos", disse ela, que admitiu ser amiga de Graner e não querer vê-lo preso. "Eles pediam que eu entrasse nos vestiários, apontasse para a genitália dos presos nus e risse."

Graner se disse inocente das cinco acusações que são feitas contra ele. Se condenado, ele pode pegar até 17 anos e meio de prisão.

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