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Restrição de acesso a Andaman atrasa ajuda, dizem ONGs | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Organizações internacionais de ajuda humanitária estão pedindo às autoridades nas ilhas de Andaman e Nicobar, na Índia, que lhes permita participar dos esforços para atender às vítimas dos tsunamis que atingiram vasta área na Ásia. A entrada de estrangeiros em boa parte de Andaman é proibida por questões de segurança e também para proteger tribos aborígenes de influências externas. Um funcionário da Oxfam disse que isso faz com que um "tempo valioso" seja perdido no auxílio às vítimas. Mais de 6 mil pessoas na região morreram ou estão desaparecidas depois da tragédia. Suprimentos Na capital indiana, Nova Délhi, a porta-voz da Oxfam, Aditi Kapoor, disse à BBC que "a organização gostaria de trabalhar juntamente às autoridades das ilhas Andaman." A organização Médicos Sem Fronteiras foi a primeira do gênero a enviar suprimentos às ilhas Andaman. Segundo Subir Bhaumik, correspondente da BBC na capital de Andaman, Port Blair, os suprimentos ainda estão armazenados no aeroporto da cidade. Cerca de 400 mil pessoas vivem no arquipélago, que é formado por mais de 300 ilhas e ilhotas e cerca de 200 áreas rochosas. Uma das razões para a proibição do acesso de estrangeiros às ilhas se deve à existência de uma importante base militar da Índia em Car Nicobar, que foi devastada pelos tsunamis. Uma equipe do fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Port Blair disse que há o temor de um surto de cólera no local, como já ocorreu no passado. Mais de 3 mil pessoas foram levadas para a Índia continental e acampamentos em Port Blair na sexta-feira. As operações foram intensificadas no sul dá Índia. O repórter da BBC em Tamil Nadu, Daniel Lak, disse que os últimos corpos dos cerca de 10 mil mortos na região estão sendo cremados ou enterrados. |
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