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Irlandeses que teriam treinado Farc fogem da Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três irlandeses acusados de prestar treinamento a guerrilhas de esquerda em ação na Colômbia fugiram do país, disse o procurador-geral Luis Camilo Osorio à agência de notícias Reuters. Na quinta-feira, James Monaghan, Nial Connolly e Martin McCauley foram acusados pelo governo colombiano de serem membros do IRA, o Exército Republicano Irlandês, e condenados a 17 anos de prisão. Os homens, que estavam em liberdade condicional após pagarem fiança, escaparam e estão sendo procurados após a decisão da condenação. Osorio disse que as autoridades estão tentando descobrir o paradeiro dos irlandeses. "Nós sabemos que eles saíram do país, mas tentaremos descobrir para que país eles foram", disse ele. A Interpol, polícia internacional, também estaria buscando os foragidos. Acusação O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Dermot Ahern, disse que a condenação dos irlandeses foi "uma surpresa". "Minha reação inicial foi de surpresa com relação ao veredicto porque eles haviam sido inocentados em um tribunal de menor instância e porque a sentença foi muito severa", disse ele. Os três irlandeses, que também foram acusados de viajar com documentos falsos, estavam presos desde 2001 na Colômbia, mas conseguiram liberdade condicional depois que um tribunal os considerou inocente de treinar guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Mas eles não podiam deixar o país. Monaghan, Connolly e McCauley se declararam inocentes em relação às acusações. Os três disseram ter visitado a antiga zona desmilitarizada na Colômbia e ter conversado com membros das Farc para saber mais sobre o processo de paz entre o grupo e o governo do ex-presidente Andrés Pastrana, entre 1999 e 2002. Segundo eles, suas visitas à zona desmilitarizada foram como outras realizadas por membros de várias organizações e políticos durante as negociações de paz. Eles disseram que as acusações contra eles são todas "baseadas em provas fictícias apresentadas pelas embaixadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para debilitar os processos de paz na Irlanda e na Colômbia". |
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