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Primeiro-ministro de Portugal apresenta pedido de renúncia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Santana Lopes, e os membros do seu governo de centro-direita pediram demissão neste sábado. O anúncio foi feito um dia após o presidente do país, Jorge Sampaio, ter dissolvido o Parlamento e convocado eleições gerais para o dia 20 de fevereiro. Lopes disse que a instabilidade política no governo estava causando danos ao país em um momento que reformas econômicas eram necessárias. "Vamos continuar a assumir nossas responsabilidades como um governo provisório. Não estamos partindo, não estamos desertando", comentou o primeiro-ministro. Sob a Constituição portuguesa, um governo interino tem apenas o poder para legislar em assuntos "necessários e urgentes". Mídia O primeiro-ministro, do Partido Social Democrata, disse que se encontrará com o presidente na segunda-feira, que irá aceitar ou não o pedido de renúncia. Quando anunciou as eleições para fevereiro, Sampaio disse que o atual gabinete ficaria no comando até que a nova administração assumisse. Lopes, ex-prefeito da cidade de Lisboa, tomou posse há quatro meses, quando José Manuel Barroso foi para a Presidência da Comissão Européia. Desde então, seu governo vem sendo alvo de críticas, incluindo a de interferir na mídia e a de o país ter sua nota rebaixada pela agência de classificação de risco Standard and Poor's. |
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