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Atualizado às: 08 de dezembro, 2004 - 13h11 GMT (11h11 Brasília)
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Personalidades pedem inquérito no Iraque em carta a Blair
Ataque no Iraque
Pesquisa mostra que iraquianos tem 58 vezes mais chances de morrer de forma violenta
Um grupo de 46 personalidades da Grã-Bretanha escreveu uma carta ao primeiro-ministro Tony Blair pedindo um inquérito para descobrir quantos iraquianos foram mortos desde o início da guerra do Iraque, em 2003.

Entre os que assinaram a carta estão a ativista pelos direitos humanos Bianca Jagger (ex-mulher do vocalista do Rolling Stone), além de professores das maiores universidades da Grã-Bretanha, escritores e ex-diplomatas.

O grupo afirma ser inaceitável não ter sido realizado nenhum esforço para contar o número de vítimas do lado iraquiano.

A revista científica britânica The Lancet publicou recentemente uma estimativa de que 98 mil iraquianos morreram em conseqüência da invasão liderada pelos Estados Unidos.

O governo britânico rejeita os números divulgados na pesquisa. No entanto, não apresenta nenhum outro número contrapondo a pesquisa.

Riscos

O estudo, conduzido por pesquisadores americanos e iraquianos, sugere que os riscos de morrer de forma violenta cresceram depois da guerra.

A carta marca o início da campanha "Contagem das vítimas", que visa fazer com que o governo britânico contabilize o número de mortos e feridos após a guerra no Iraque.

"Nós precisamos de uma estimativa de mortos para ter uma noção do efeito do uso de armas junto a população. Com isso, poderemos planejar o atendimento médico aos feridos. Sem informações, todo mundo está trabalhando no escuro," disse Mike Rawson, diretor da organização Medact, uma das co-autoras da campanha.

No mês passado, o ministro das Relações Exteriores britânico Jack Straw disse que o governo acredita que os dados mais precisos são do Ministério da Saúde do Iraque que contabiliza a morte de 3.853 civis e 15.517 feridos entre abril e outubro de 2004.

Ataques

Pelo menos cinco iraquianos morreram depois que rebeldes lançaram ataques contra alvos americanos.

Na cidade de Ramadi, houve um ataque suicida num posto de checagem das forças dos Estados Unidos.

Funcionários de hospitais informaram que dois civis iraquianos morreram.

Na cidade de Samarra, no norte do país, houve a morte ainda de outros dois iraquianos.

Comboio

Eles foram atingidos com a explosão de um carro-bomba também acionado por um militante suicida.

A explosão tentava atingir um alvo americano: um comboio que passava pela cidade.

A principal delegacia de polícia de Samarra foi invadida por um grande número de insurgentes.

Um funcionário foi morto, mas os rebeldes acabaram expulsos do local.

Na capital, Bagdá, dois soldados americanos e seis civis iraquianos ficaram feridos numa outra explosão que ocorreu na passagem de um comboio.

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