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Polícia de Nápoles faz megaoperação para combater a máfia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia italiana fez uma megaoperação na cidade de Nápoles onde 23 pessoas morreram apenas no último mês em função do combate entre grupos de mafiosos. Participaram da megaoperação cerca de mil policiais, que usaram helicópteros para sobrevoar a cidade e cães farejadores. Foram presas 53 pessoas, entra elas, estariam Ciro Di Lauro, filho do suposto chefão da máfia Paolo Di Lauro. Acredita-se que rixas dentro do clã Di Lauro teriam iniciado a onda de violência em Nápoles. Tática A megaoperação foi concentrada nos distritos de Secondigliano e Scampia. Os policiais derrubaram barricadas em volta das casas dos suspeitos. Foram apreendidos 100 mil euros (R$ 368,5 mil) e cerca de dez pistolas, segundo a agência de notícias Associated Press. A polícia disse que ainda estava procurando outros 12 suspeitos, mas, ante a grandiosidade da incursão desta terça-feira, suspeita-se que a operação tenha sido concluída. O ministro do Interior da Itália, Giuseppe Pisanu, saudou a operação como um “golpe real” na máfia de Nápoles, conhecida como Camorra. Mas, falando na rádio italiana, ele alertou que “o governo tem um plano mais amplo com o objetivo de erradicar a Camorra de Nápoles e de toda a região”. “Essa medida deve continuar com a mesma intensidade até que essa onda de violência criminal páre”, disse Pisanu. O primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, parabenizou a polícia em um telefonema a Pisanu, de acordo com a agência de notícias France Presse. 'Secessionistas' Investigadores dizem que a violência foi causada por uma divisão dentro do clã Di Lauro. O grupo que se separou, conhecido como “secessionistas”, tem tentando impor controle sobre as áreas de tráfico de drogas e prostituição, segundo os investigadores. A operação desta terça-feira foi feita dois dias após outros dois homens terem sido mortos, aparentemente, assassinados pela máfia. Com isso, o número total de mortos subiu para 120 no último ano. Mas nem todos ficaram satisfeitos com as táticas policiais para conter a máfia napolitana. Correspondentes dizem que muitos napolitanos suspeitam que, no passado, a polícia deixou que os mafiosos se matassem, mesmo com inocentes ficando no meio de fogo cruzado. Em março, Annalisa Durante, de 14 anos, morreu quando foi baleada na cabeça enquanto era usada como um escudo humano por alguém que tentava fugir de uma emboscada da máfia. Pisanu defendeu a polícia da cidade: “É verdade que ocorreram 23 assassinatos no mês passado em Nápoles, quase todos eles relacionados à Camorra, mas também é verdade que desde 1º de novembro, 686 pessoas foram presas”. |
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