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Itália faz a quinta greve geral contra Berlusconi | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhões de pessoas aderiram nesta terça-feira a uma greve geral na Itália, convocada em protesto contra a política econômica do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A paralisação envolve funcionários do sistema de transporte e de saúde, que funcionará apenas para casos de emergência. Manifestações estão previstas em mais de 70 cidades, as maiores delas em Milão, Turim e Veneza. Postos de correio e repartições públicas devem permanecer fechados durante toda esta terça-feira, enquanto trens, bancos, fábricas e aviões devem operar por apenas algumas horas. Pacote econômico A paralisação ocorre dias depois de Berlusconi ter anunciado reduções fiscais de 6,5 bilhões de euros e cortes nos gastos no orçamento de 2005, numa medida que, segundo os sindicatos, ameaça empregos no setor público e limita a capacidade de investimento privado. "(Esta) greve geral é a melhor resposta ao massacre social deste governo abastado, que dá para os ricos enquanto corta pesadamente os serviços aos cidadãos", disse à agência de notícias Reuters o diretor do Partido Verde, Pecorano Scanio. Trata-se da quinta greve geral contra o governo Berlusconi. Paralisações anteriores se opuseram a reformas trabalhistas e da previdência, mas as duas acabaram sendo transformadas em lei. Os italianos também foram às ruas para protestar contra uma medida que protege Berlusconi de acusações de crimes envolvendo seus interesses públicos e privados – ele já era um dos homens mais ricos da Itália antes de se tornar primeiro-ministro. Berlusconi chegou a ameaçar seus parceiros de coalizão de dissolver o governo se eles não votassem a favor do plano. Segundo a agência Reuters, os cortes fiscais deverão ser financiados com o corte de gastos, aumentos de taxas e a instituição de uma multa que poderá legalizar construções ilegais. A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, já advertiu a Itália sobre a necessidade de reduzir a sua dívida pública, a terceira maior do mundo. |
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