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Anistia critica ajuda insuficiente a vítimas de Bhopal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Anistia Internacional afirma que o mundo falhou na missão de prestar ajuda às vítimas do vazamento de gás de Bhopal, na Índia, há 20 anos. Estima-se que cerca de 4 mil pessoas tenham morrido em conseqüência do acidente, ocorrido em uma fábrica de agrotóxicos da multinacional americana Union Carbide. Segundo a ONG, o governo indiano não distribuiu aos sobreviventes os cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,37 bilhão) pagos pela empresa a título de indenização. Em um relatório recém-divulgado, a ONG afirma que "novas pesquisas" revelaram que mais de 7 mil pessoas morreram imediatamente após o vazamento, enquanto outras 15 mil faleceram devido a doenças relacionadas com o acidente nos anos seguintes. 'Pior do mundo' "Mais de 100 mil pessoas estão sofrendo de doenças crônicas ou debilitantes", diz o documento. Mas elas não têm recebido a atenção que deveriam, segundo a Anistia. "Apesar dos esforços determinados de sobreviventes para obter justiça, a grande quantidade de pessoas afetadas tem recebido indenizações e assistência médica inadequada." Mais de 570 mil vítimas do desastre começaram a receber uma segunda parcela da indenização. Cerca de US$ 350 milhões vêm sendo distribuídos desde 15 de novembro para indivíduos cujos pedidos foram aceitos. Analistas dizem que o vazamento de isocianato de metila e outros gases tóxicos da fábrica da Union Carbide – hoje parte da Dow Chemical – foi o pior acidente ecológico do mundo. A Anistia está cobrando melhores indenizações e tratamenos para as vítimas e que a região onde houve o acidente seja descontaminada. |
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