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Clube de Paris perdoa 80% da dívida do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os 19 credores internacionais que compõem o chamado Clube de Paris concordaram em perdoar 80% da dívida do Iraque. A decisão foi anunciada depois que Alemanha e Estados Unidos – dois dos principais credores do país – chegaram a um acordo numa reunião em Berlim, realizada às margens do encontro de cúpula do G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. Os americanos discordavam dos europeus em relação à parcela da dívida que deveria ser cancelada. Com o argumento de que o Iraque precisa de ajuda para se reconstruir, os Estados Unidos defendiam o cancelamento quase total dos US$ 40 bilhões que o país deve ao Clube de Paris. Já alemães, franceses e russos queriam o anulamento de apenas uma parcela, alegando que o Iraque é rico em petróleo e não deveria ser tratado com mais generosidade do que os países mais pobres do mundo. Um quarto da dívida No acordo anunciado neste domingo, os dois lados concordaram em anular 80% da dívida que o Iraque tem o Clube de Paris, o que já representaria cerca de um quarto da dívida externa do país, cerca de US$ 120 bilhões. Com isso, o Iraque passaria a ter uma dívida externa de US$ 80 bilhões, com países como Arábia Saudita e Kuwait. Mas o acordo do Clube de Paris será executado em três fases, dependendo do cumprimento de um programa de reestruturação econômica estalebecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Trinta por cento serão cancelados imeditamente, outros 30% em 2005 e os 20% restantes apenas em 2008. O acordo foi fechado na véspera de uma conferência sobre a reconstrução do Iraque, a ser realizada no Cairo. |
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