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Mahmoud Abbas pede união aos palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, fez um apelo para que todas as forças palestinas se unam para trabalhar juntas. O apelo foi feito depois do primeiro encontro da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) sem o líder Yasser Arafat, que está na França para tratamento médico. Abbas presidiu o encontro, realizado na sede na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. A cadeira de Arafat ficou vazia. Um correspondente da BBC na região disse que as autoridades palestinas fizeram questão de afastar qualquer sugestão de que haverá um vácuo na Autoridade Palestina na ausência de Arafat. O parlamento palestino deve se reunir em sessão extraordinária no domingo para discutir os últimos acontecimentos. As atividades diárias da Autoridade Palestina estão nas mãos do primeiro-ministro Ahmed Qurei. Ele disse que a organização irá funcionar normalmente durante a ausência de Arafat. Saúde de Arafat Yasser Arafat, de 75 anos, está em um hospital militar de Paris especializado em doenças sangüíneas. Assessores do líder palestino disseram que pode levar ainda dias até que os médicos saibam o que está por trás das dores de estômago de Arafat. "Os exames iniciais começaram há apenas algumas horas e ainda é muito cedo para os resultados", disse Mohamed Rashid, um dos assessores. "Eles devem levar cerca de 72 horas". Arafat estava sofrendo de dores no estômago por mais de duas semanas antes de o seu estado piorar muito na quarta-feira à noite, o que levou os médicos a recomendarem que ele recebesse tratamento em outro país. Esta é a primeira vez em quase três anos que Arafat deixou o complexo na Cisjordânia, o qual ele tem sido impedido de deixar pelas forças israelenses. Fontes próximas ao presidente francês Jacques Chirac disseram à agência de notícias AFP que o próprio Chirac teria pessoalmente tomado a decisão de aceitar o pedido da Autoridade Palestina para tratar Arafat. O governo israelense disse que não irá impedir o retorno de Yasser Arafat à Cisjordânia depois do tratamento, mas os ministros da Defesa e do Exterior de Israel indicaram na sexta-feira que poderão se opor à essa decisão. |
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