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Atualizado às: 29 de outubro, 2004 - 12h47 GMT (09h47 Brasília)
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Grã-Bretanha analisará relatório sobre '100 mil mortes' no Iraque
Funcionários limpam chão de hospital em Falluja
Funcionários limpam chão de hospital em Falluja
O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, afirmou que o governo vai analisar com seriedade um relatório que afirma que cerca de 100 mil civis podem ter morrido como resultado direto da invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

O relatório, publicado pela respeitada revista médica The Lancet, afirma que o risco de morte por atos violentos aumentou 58 vezes entre os civis iraquianos depois da invasão americana.

Em entrevista à BBC, Straw afirmou que o relatório será estudado justamente porque foi elaborado pela revista The Lancet. Mas o ministro do Exterior britânico lembrou que pesquisas independentes deram números menores de mortes relacionadas à violência desde a invasão.

Segundo o relatório da The Lancet planejamento deficiente e ataques aéreos das forças de coalizão causaram as mais de 100 mil mortes. O relatório também condena o planejamento no setor de saúde da coalizão, afirmando que este planejamento cometeu "erros graves".

'Convincente'

A revista The Lancet admite que a pesquisa foi baseada em uma amostragem pequena, menos de mil residências, mas afirma que as descobertas foram "convincentes".

Cientistas da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg, na cidade americana de Baltimore, reuniu informações a respeito de nascimentos e mortes de 33 grupos de 30 residências por todo o Iraque desde janeiro de 2002.

Eles descobriram que o risco relativo de morte era duas vezes e meia maior entre civis iraquianos depois da invasão de 2003 do que nos 15 meses precedentes.

O risco relativo de morte cai para uma vez e meia mais alta se as informações da cidade de Falluja, onde mais batalhas têm ocorrido ultimamente, são excluídas.

Antes da invasão a maioria dos civis iraquianos morriam devido a ataques do coração, derrames e doenças crônicas, segundo o relatório. Depois da invasão "a violência é a causa primária das mortes".

Mortes violentas são atribuidas principalmente às forças de coalizão. A maioria dos indivíduos mortos seria de mulheres e crianças.

"Fazendo suposições conservadoras, pensamos que cerca de 100 mil mortes a mais ocorreram desde a invasão do Iraque em 2003. A violência foi a responsável pela a maioria destas mortes a mais e ataques aéreos das forças de coalizão podem ser os responsáveis pela maioria das mortes violentas", disse Les Roberts, que liderou a pesquisa.

As amostras também foram coletadas em grupos em Bagdá, Basra, Arbill, Najaf e Karbala, além de Falluja.

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