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Pelo menos 78 morrem sufocados em caminhões na Tailância | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 78 pessoas morreram nesta segunda-feira no sul da Tailândia depois de terem sido presas e colocadas em caminhões do Exército por causa de uma manifestação contra a prisão de seis homens muçulmanos. Segundo as autoridades, praticamente todos morreram sufocados enquanto eram levados a barracas do Exército que ficavam a várias horas de viagem do local da detenção. Outros seis manifestantes morreram durante confrontos com a polícia, que começaram depois de pelo menos 1,5 mil manifestantes se aglomerarem do lado de fora de uma delegacia de polícia na província de Narathiwat, onde estão presos os seis muçulmanos acusados de vender armas a militantes islâmicos. Mais de mil pessoas teriam sido presas. Sufocamento e convulsões Segundo autoridades tailandesas, os 78 manifestantes mortos só foram encontrados depois, aparentemente depois de terem sufocado nos caminhões. "Depois de termos levado as pessoas que foram detidas à prisão, nós verificamos que outras 78 estavam mortas", disse nesta terça-feira o porta-voz do Ministério da Justiça Manit Suthaporn. O especialista forense do Ministério da Justiça, Pornthip Rojanasunan, disse à BBC que 80% das vítimas morreram sufocadas e 20% morreram de estresse ou convulsões. O comandante do Exército Sinchai Nujsathit admitiu que "mais de 1,3 mil pessoas foram colocadas nos caminhões de seis rodas" para uma viagem até a província de Pattani, que levou cinco horas. Suthaporn disse que os homens já estavam fracos por estarem jejuando e quando foram amontoados uns em cima dos outros eles provavelmente não conseguiram respirar 'Inferno' O chefe da polícia do sul da Tailândia Manote Graiwong disse à rádio de Bangkok que os manifestantes estavam sendo interrogados para se tentar descobrir quem os convenceu a realizar o protesto e como eles tinham se mobilizado. Ele disse que vários manifestantes estavam armados e aparentavam ter ingerido drogas. Um líder islâmico local disse estar chocado depois de ter sido informado do mais recente número de mortos. "Eu não posso dizer o que vai acontecer, mas acredito que o inferno vai se instalar", disse o diretor do Conselho Islâmico de Narathiwat, Abdulraman Abdulsamad, à Associated Press. 'Trabalho excelente' Porém, o primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, que viajou para o sul depois dos confrontos, elogiou a resposta das forças de segurança. "Eles fizeram um trabalho excelente", disse ele a repórteres, antes de o número de 78 mortos ser anunciado. "Eles (os manifestantes) estavam preparados para causar problema, por isso tivemos de tomar uma atitude drástica contra eles." A Malásia, vizinha da Tailândia, mostrou-se preocupada. "Esperamos que o governo tailandês consiga lidar com essa crise de uma forma com que não espalhe nem inflame mais violência", disse o primeiro-ministro Abdullah Ahmad Badawi. Mais de 400 pessoas morreram nste ano em confrontos entre manifestantes e as forças de segurança no sul da Tailândia, de maioria muçulmana. |
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