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Morre estrategista da política dos EUA na Guerra Fria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Morreu aos 97 anos Paul Nitze, um dos idealizadores da política externa dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Nitze foi um também um dos principais negociadores de tratados armamentistas entre os americanos e os soviéticos. Muitos dos que conviveram com Nitze dizem que ele era um dos principais estrategistas do Departamento de Estado americano. Ele trabalhou com diferentes administrações americanas, tanto democratas como republicanas, de Franklin Roosevelt e John Kennedy a Ronald Reagan. Biografia Nascido em 1907, na cidade de Amherst, em Massachusetts, Nitze teve uma bem-sucedida carreira em Wall Street, antes de entrar para o governo Roosevelt, em 1936. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua missão era organizar o alistamento militar. Mais tarde, em 1948, Nitze integrou a equipe de Planejamento do Departamento de Estado durante a crise de Berlim, em 1948, que culminou na criação do Muro de Berlim. O republicano Ronald Reagan convidou-o para integrar sua administração na década de 80, após Nitze ter feito críticas à política do antecessor de Reagan, Jimmy Carter, em relação à União Soviética. No governo Reagan, ele chegou a propor em 1982 uma negociação pela qual os os Estados Unidos deixariam de produzir armas nucleares se a União Soviética fizesse o mesmo. Na ocasião, as conversas com o negociador soviético Yuli Kvitsintsky não avançaram, uma vez que os dois países não chegaram a um acordo. Em 1999, ao recordar a mal-sucedida negociação com os soviéticos, Nitze afirmou: "A destruição de armas não foi factível naquela ocasião, mas não há razão para que ela não seja realizada agora". A postura de Nitze ao longo dos anos se distanciou muito da posição tomada por ele em 1950. Na época, ele escreveu um relatório sobre a segurança nacional americana em que afirmou que os soviéticos estavam "sendo movidos por uma fé nova e fanática, contrária à nossa, que busca impor autoridade absoluta sobre o resto do mundo". |
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