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Grã-Bretanha tem obrigação de mover tropas, diz ministro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, disse que o país terá falhado em sua posição de aliado dos Estados Unidos se não concordar com o pedido dos americanos para que algumas tropas britânicas no Iraque sejam deslocadas para áreas próximas a Bagdá. Os Estados Unidos pediram que alguns soldados britânicos deixem o sul do país e se estabeleçam em áreas perto da capital, consideradas mais perigosas. O objetivo seria liberar tropas americanas para que elas possam realizar operações contra militantes em outras áreas do Iraque. Segundo Hoon disse ao Parlamento, há uma "clara justificativa operacional" para o deslocamento. Ele disse que isso permitiria que as tropas americanas mantivessem o que ele chamou de uma "pressão contínua contra os terroristas". Hoon negou que o pedido do governo americano faça parte de uma iniciativa para aumentar as chances de reeleição do presidente George W. Bush na eleição de novembro. Oposição "Queremos deixar claro que o pedido é um pedido militar e, apesar de estar relacionado a eleições, não está relacionado às eleições americanas", disse Hoon. Ele disse ainda que o pedido não inclui o envio de soldados do país para a própria capital iraquiana ou para a cidade de Falluja, onde tem havido confrontos entre os americanos e seus aliados iraquianos com insurgentes. Segundo Hoon, a idéia é "criar condições" para que a eleição prevista para o mês de janeiro possa transcorrer com segurança no Iraque. Mas Nicholas Soames, especialista em Defesa do Partido Conservador, que faz oposição ao governo, disse que o deslocamento das tropas para as proximidades de Bagdá e Falluja afetaria as forças britânica em ação no sul iraquiano. Hoon disse que os soldados britânicos receberiam tarefas específicas para serem realizadas em áreas também especificadas. Segundo ele, o pedido foi feito como parte de discussões rotineiras entre os aliados militares no Iraque. A decisão final será passada aos americanos ainda esta semana. |
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