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Espanha investiga ajuda de 'chefs' famosos ao ETA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois dos mais famosos chefs da Espanha, Juan Mari Arzak e Pedro Subijana, prestaram depoimento nesta segunda-feira para responder a acusações de que estariam financiando o ETA, grupo separatista basco acusado de "terrorismo". Um suspeito de integrar o grupo disse a investigadores policiais que os chefs, detentores de várias estrelas nos principais guias culinários do mundo, pagaram milhares de euros para impedir que seus restaurantes fossem atacados. Pagar por proteção é crime na Espanha. Ambos são donos de restaurantes em San Sebastian e negam as acusações. Arzak preparou o banquete de casamento do príncipe Felipe há poucos meses e é considerado um dos precursores da "nova onda" da culinária espanhola. Extorsão As acusações foram feitas depois da prisão de 11 suspeitos de integrar o ETA no sul da França, em 3 de outubro. O suspeito José Luís Beotegui disse às autoridades que quatro chefs tinham sido alvo de uma campanha de extorsão e que Arzak e Subijana pagaram dezenas de milhares de euros como "imposto revolucionário" ou dinheiro de proteção ao ETA. Depois da audiência com o juiz, Subijana e Arzak disseram a repórteres em frente ao tribunal que nenhuma acusação formal foi feita contra eles. "Estamos livres. Estamos indo para casa", disse Subijana. "Queremos dizer que somos cozinheiros, pessoas decentes, pessoas boas, que nos dedicamos a fazer outros felizes e que pedimos um pouco de respeito que, em alguns casos, não nos deram." Armas O juiz Fernando Andreu deve ouvir outros dois chefs antes de decidir se o caso será encerrado ou se as investigações continuam. As operações de 3 de outubro, que resultaram em prisões importantes, incluindo o suspeito de ser o líder do ETA, Mikel Albizu, também levaram à apreensão de uma grande quantidade de armas. No domingo, foram apreendidos na França dois carregamentos de armas que continham morteiros, dinamites, lançadores de foguetes antitanque, revólveres, munições e armas de assalto, detonadores e documentos. O ETA vem lutando há mais de 30 anos por um país basco independente. |
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