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Protestos terminam com sete mortos no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos sete manifestantes morreram em choques com soldados afegãos e americanos na cidade de Herat, no oeste do Afeganistão. As vítimas faziam parte de um grupo de centenas de manifestantes que atearam fogo ao escritório das Nações Unidas e queimaram carros, em protesto contra a deposição do administrador local, Ismail Khan. Os funcionários do escritório – que abriga o Alto Comissário para Refugiados e Missão de Assistência da ONU – foram resgatados em tempo por soldados afegãos e americanos. O presidente afegão, Hamid Karzai, decidiu substituir Khan – que governa a cidade há decadas e resiste à sua autoridade – por um outro administrador, Mohammed Kher Khuwa, que chegou a Herat neste domingo em meio a um forte esquema de seguranã. Revolta No segundo dia consecutivo de protestos, partidários de Khan tomaram as ruas, esmagando fotografias do presidente afegão e entoando frases como "Morte a Karzai, Morte aos Americanos". Ismail Khan foi um dos líderes do movimento de resistência contra a ocupação soviética, em 1979. Os rumores da sua demissão começaram a surgir quando Khan entrou em confronto com o líder de uma milícia local. Ao substituí-lo, Karzai estaria tentando cumprir a promessa de manter as diversas milícias do país sob controle às vésperas das eleições presidenciais de outubro. |
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