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África do Sul quer curandeiros no serviço de saúde | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento da África do Sul está discutindo nesta quinta-feira propostas para que curandeiros tradicionais sejam integrados ao sistema nacional de saúde do país. Pela nova legislação, os curandeiros teriam de obter uma licença antes de praticarem a medicina. Segundo estimativas, há cerca de 200 mil curandeiros em toda a África do Sul. A lei impediria que eles possam tratar ou diagnosticar doenças potencialmente terminais, como câncer e Aids. Crenças Muitos curandeiros, conhecidos no país como sangomas, usam ervas que já mostraram ser eficazes e que passaram a ser comercializadas por companhias farmacêuticas ocidentais. Mas alguns sangomas já recomendaram o uso de partes do corpo humano como amuletos. Outros ainda têm contribuído para a proliferação da Aids ao aconselharem seus pacientes a terem relações sexuais com uma virgem para obterem a cura. Essa crença contribuiu para que a África do Sul tenha um dos maiores índices mundiais de estupros de crianças. A violência sexual muitas vezes é praticada até mesmo contra bebês com poucos meses de idade. A África do Sul conta com uma das maiores populações mundiais aidética ou soropositiva - cerca de 5,3 milhões, o que representa uma em cada nove pessoas no país. Punição Caso a legislação seja aprovada, os infratores da lei poderão sofrer uma multa o enfrentar uma pena de até um ano de prisão. O governo da África do Sul estima que quase 70% da população do país recorra a curandeiros. A proposta do governo foi bem recebida até pelos próprios curandeiros. Eles acreditam que a proposta representaria o tão aguardado reconhecimento de seu ofício. |
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