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Eleição afegã está ameaçada, diz relatório da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório elaborado pela ONU e pela Comissão Independente de Direitos Humanos do Afeganistão afirma que as eleição presidencial do Afeganistão está ameaçada. Segundo o documento, a votação, prevista para o mês que vem, corre riscos devido à insegurança no país e à intimidação de eleitores por candidatos. O texto afirma que os eleitores podem sofrer intimidação devido à falta de informação sobre seus direitos democráticos. Sima Samar, que preside a comissão de direitos humanos afegã, disse à BBC que muitas pessoas não compreendiam o direito ao voto secreto. Represálias Samar afirmou ainda que pessoas poderosas estariam intimidando eleitores e candidatos e que alguns partidos políticos estão ocultando seus programas eleitorais temendo sofrer represálias. De acordo com ela, tais distorções precisam ser corrigidas para assegurar a lisura do processo eleitoral. Como a segurança no país não foi restabelecida, há regiões que nem mesmo deverão ser percoridas pelo presidente Hamid Karzai, que concorre na votação. Os três principais candidatos de oposição a Karzai têm suas bases eleitorais em áreas cujas populações são da sua própria etnia. Yunus Qanuni, que foi um dos líderes da Aliança do Norte, conta com apoio dos tadjiques de Panjshir - sua região natal ao norte da capital afegã, Cabul. O general Abdul Rashid Dostum - outro líder da aliança que derrotou a milícia Talebã - é apoiado pelos uzbeques do norte do país. Mohammed Mohaqiq é um dos líderes da comunidade xiita azeri do Afeganistão central. |
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