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Nepal impõe toque de recolher depois de protestos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Nepal impôs toque de recolher por tempo indeterminado na capital, Katmandu, depois de violentos protestos na cidade motivados pela execução de 12 reféns nepaleses no Iraque. Uma multidão em fúria atacou uma mesquita, prédios do governo e os escritórios de duas companhias aéreas do Oriente Médio na capital. Muitos no Nepal culpam o governo por não ter feito o suficiente para salvar os reféns e já há pedidos para que o primeiro-ministro renuncie. O governo nega as acusações e já anunciou que vai agir contra as agências que estão mandando pessoas ilegalmente para o Iraque para trabalhar. Luto O governo do Nepal confirmou a morte dos reféns depois que imagens de um deles sendo decapitado e dos outros mortos a tiros foram mostradas em um site islâmico na internet. A notícia foi recebida com raiva e luto no Nepal. Um integrante do governo descreveu a situação como "um dos piores dias" na história do país. As forças de segurança tentaram controlar os milhares de manifestantes enfurecidos que tomaram as ruas de Katmandu na quarta-feira. Tropas de choque usaram cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão que atacou a mesquita de Jama, no centro da capital. "Queremos vingança", gritavam os manifestantes quando invadiram a mesquita, que estava vazia na hora. "Os manifestantes entraram na mesquita, atiraram pedras e danificaram o prédio", teria dito um oficial da polícia à agência de notícias Reuters. Os manifestantes também apedrejaram um edifício do departamento de empregos, quebrando as janelas e danificando equipamentos. Outro alvo dos ataques foram agências que recrutam trabalhadores nepaleses para o Oriente Médio, além de duas companhais aéreas árabes. Os protestos também pararam o trânsito, já que pneus em chamas foram colocados nos principais cruzamentos de Katmandu. Grupos muçulmanos nepaleses condenaram as execuções, que classificaram como "um ato desumano que vai contra o Islã". O Nepal, um dos países mais pobres do mundo, proibiu seus cidadãos de irem para o Iraque, apesar dos empregos relativamente bem pagos. |
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